[Conto] Aquarela de sangue

Aquarela de sangue é um conto de autoria deste que agora vos fala. Sim, eu escrevi este conto. Ele foi pensado para uma antologia que (infelizmente) jamais saiu do mundo das ideias. Mas, sendo um dos meus textos favoritos, decidi que queria publicá-lo mesmo assim. Ele esteve um tempo na Amazon, porém resolvi disponibilizá-lo de graça. É o que estou fazendo agora. A partir de hoje, Aquarela de sangue está aí, para quem quiser baixar e ler.

Eu poderia simplesmente postar o texto aqui mesmo no blog, mas é um pouco grande. Então estou deixando aqui nesta postagem o link para download. Se preferir, pode lê-lo também no Wattpad.

 

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Capa feita pela Gabrielle Vizcaino

 

Eis a sinopse:

Daniel possui um dom único: ele pinta belas aquarelas. O problema é que as cenas trágicas retratadas nelas sempre se tornam realidade. Ele não tem controle de seu poder. Nem sobre quem aparecerá em suas telas. Ele já pintou seis vítimas; cinco já encontraram seu destino e a sexta está prestes acontecer. Como evitar?

Não chegou a haver um consenso entre os leitores quanto ao gênero da história. Digamos que é fantasia urbana, com toque de terror e suspense.

Eis os links para download:

Aquarela de sangue (PDF)

Ou leia no Wattpad.

Não consigui fazer o upload do arquivo em .mobi. Mas se desejar lê-lo neste formato, entre em contato, que eu te passo o ebook. É isso. Espero que gostem, e até a próxima!

Indicação da semana | [Conto] A última pergunta

A indicação desta semana é um dos textos mais belos e simbólicos que já li. Estou falando do já clássico A última pergunta, um conto de Isaac Asimov. O texto aborda um conceito da física chamado entropia. Calma, eu explico. Em termos físicos, a entropia mede a irreversibilidade de um sistema. Posto em termos mais humanos, digamos que ela mede o quanto um sistema está ‘desorganizado’, embora isso não seja muito preciso. A segunda lei da afirma que, num sistema termodinamicamente isolado, a entropia tende a aumentar. Ou, posto em termos imprecisos de senso comum, a desordem só aumenta. Reverter a desordem dá muito trabalho. Pense assim: é mais fácil quebrar um ovo do que reconstruir um ovo quebrado.

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Eu juro que Asimov explica e expõe melhor esse tema em seu conto. A última pergunta foi feita ao Multivac, um supercomputador, por um engenheiro embriagado. A pergunta, posta em termos simples, é essa: pode a entropia ser revertida? A resposta obtida não é satisfatória. O conto segue então dando saltos temporais cada vez mais longos, e em todos os momentos, a última pergunta continua perturbando as mentes humanas. Como a história termina, só lendo para saber, mas eu garanto que vale muito a pena. Aqui vemos a genialidade de Asimov, e este conto parece ser seu texto favorito. Ele trata de um tema que interessa a todos: será que haverá um fim para tudo? A busca pela imortalidade é o que está por detrás da insistente pergunta, a qual o computador mais potente do universo não consegue responder.

Você pode ler o conto (em português) aqui. Se preferir em inglês, leia-o aqui. Porém eu recomendo muito a leitura desta versão em quadrinhos do conto. É emocionante (malditos ninjas cortadores de cebola). Você pode também ouvir o audiobook do conto.

Gostaria de aproveitar o embalo, e indicar outro conto do Asimov, chamado A última resposta. É sobre um cientista que morre e se encontra com uma entidade chamada a Voz. Ouça o audiobook do conto aqui. Falarei apenas isto. Leia os contos A última pergunta e A última resposta nesta ordem e tirem suas próprias conclusões. Até a próxima!

 

Oscar literário 2017: premiados

Ladies and gentlemen, the Oscar goes to…

Enfim, é chegada a hora de revelarmos os vencedores dessa segunda edição do Oscar Literário aqui no blog. Lembrando que isso é uma tag criada pelo blog Sem Serifa, confiram a tag deles também. Se ainda não viu, confiram a lista com os indicados. E semana passada entrevistamos todos os cinco autores nacionais indicados. Procurem as entrevistas no blog, então bem legais 🙂

E agora, sem mais delongas, eis os grandes vencedores da noite. Continuar lendo

Oscar Literário | Entrevista: Rodrigo Assis Mesquita

Olá, pessoal! Hoje trazemos nossa última entrevista com autores nacionais, para o Oscar Literário. Com vocês, Rodrigo Assis Mesquita.

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Para começar, apresente-se aos leitores. Fale um pouco sobre você.

Meu nome é Rodrigo Assis Mesquita e sou adepto da pré-pós-verdade, da liberdade dentro da cabeça e do brigadeiro de colher. Escrevo principalmente ficção científica e fantasia, com contos e novelas publicados e despublicados.

Depois de um hiato de mais de uma década, voltei a escrever em 2015 inspirado pelo concurso Brasil em Prosa, da Amazon, e pela qualidade inacreditável da novela (então indie) Lobo de Rua, da Jana Pin.

Atualmente, participo do podcast Curta Ficção ao lado do Thiago Lee e da própria Jana e estou num projeto embrionário de histórias seriadas junto com outros autores e editores.

Isso tudo sem deixar de estudar escrita criativa. Continuar lendo

Indicação da semana | [Filme] Deus da carnificina

Continuando a coluna na qual eu indicarei livros, filmes, músicas ou qualquer outra coisa que achar interessante, hoje falarei sobre Deus da carnificina.

Título: Deus da carnificina (Original: Carnage)

Diretor: Roman Polanski

Gênero: drama\comédia

Ano: 2011

Duração: 80 min

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Este é um filme baseado na peça de teatro Le Dieu du carnage (“O deus da carnificina”) da roteirista e atriz francesa Yasmina Reza. A adaptação ficou por conta do diretor Roman Polanski (O bebê de Rosemary, O pianista, Chinatown) e conta com um elenco de peso, como é possível ver no poster acima. Continuar lendo

Oscar Literário | Entrevista: Thiago d’Evecque

Hoje trazemos nossa quarta entrevista com os indicados na categoria “Melhor autor nacional” do Oscar Literário. Conheçam o Thiago d’Evecque.

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Para começar, apresente-se aos leitores. Fale um pouco sobre você.

Meu nome é Thiago d’Evecque e sou escritor, jornalista, carioca e autor de Limbo e de alguns contos. Tento tocar ukulele e sou um amante das coisas refinadas da vida: chouriço, paçoca e — prepare-se — pão com requeijão e Toddy (ou Nescau, se você não tiver bom gosto). Não são coisas separadas, é tudo junto. Sim, é o que parece: eu passo requeijão no pão e salpico o Toddy, o pó, por cima.

Também sou bem estranho, como ficou claro.

Gosto de ler de tudo — de Dan Brown a Tolkien —, mas prefiro fantasia. Meus autores favoritos são Terry Pratchett e Douglas Adams e eles são os culpados diretos por eu ter começado a escrever. Nunca vou perdoá-los.

Tudo relacionado a fantasia me atrai, desde séries até videogames (atualmente jogando Disgaea 2 novamente). São fontes de inspiração e ideias inesgotáveis para mim.

Tenho um blog, o pequenosdeuses.com.br, onde falo sobre escrita, histórias, filmes e tudo mais, apesar de ninguém nunca me pedir. Sou faixa preta em procrastinação e até [continuar depois]

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