Mito de criação de Erys

Olá, pessoal! Hoje estou aqui para falar um pouco mais do meu livro. Mais precisamente, do mito de criação de Erys. Há vários mitos que contam como surgiu o mundo no qual se passa a história, cada povo ou cultura tem a sua. Essa é apenas uma das versões, a versão da religião lysiniana, a maior religião politeísta de Erys. Ela é fortemente baseada na ideia de ordem e caos e equilíbrio do universo. Espero que gostem!

 

No começo era o vazio. O vazio era nada, e nada existia no vazio, nem mesmo o tempo. Então, do vazio surgiu o Tempo e deixou de ser vazio. O tempo começou a girar então surgiu a Roda do Tempo. Mas o Tempo por si só não era nada e o Tempo sozinho não criava nada, então surgiu o Espaço e as coisas tomaram forma. Mas Tempo e Espaço não criavam vida, então surgiu o Espírito, que soprou a vida do primeiro deus, o deus poeta, cujo nome era Feiten e este era o Destino.

Feiten girou a Roda do Tempo mais rápido e viu passado, presente e futuro e o que viu foi belo e feio, claro e escuro, vida e morte, ordem e caos. Ele registrou a história futura no Livro do Destino, escrevendo-a como uma longa poesia, pois Feiten era poeta.

Mas por ter visto o futuro, Feiten ficou cego. Ele então sentiu-se só, assim escreveu um poema de amor e surgiu a primeira deusa, cujo nome era Asun, a deusa cantora, e ela cantava a Canção da Eternidade. Mas quando Asun nasceu houve um desequilíbrio nas forças do universo, então nasceu o terceiro deus para restaurar o equilíbrio. Seu nome era Shuv, e ele anunciava a desordem e semeava a discórdia. Estes eram os Grandes Antigos. Asun construiu a Torre da Eternidade e lá colocou a Roda do Tempo. Depois se uniu à Feiten e do amor deles surgiu os Antigos, a Suprema Trindade.

Seu primogênito foi Ruvé, o deus soberano. A segunda foi Jany, a deusa pintora. O terceiro foi Sonvy, o deus guardião. Quando seus três primogênitos cresceram e amadureceram, Feiten e Asun partiram do Reino dos Deuses e deixaram os filhos à própria sorte. Ruvé, na condição de primogênito, tomou para si o Trono Divino e o título de Senhor dos Deuses e passou a governar. Porém, depois da partida de Feiten, a Roda do Tempo começou a desacelerar e, se parasse completamente, os deuses morreriam. Então Ruvé ordenou que seu irmão Sonvy vigiasse a Roda por toda a eternidade, garantindo que nunca parasse. E assim o fez, pois Ruvé tinha autoridade e Sonvy tornou-se o Senhor do Tempo e Espaço.

Depois de muito tempo, Ruvé sentiu-se solitário, pois seu irmão estava vigiando a Roda do Tempo e sua irmã passava o tempo inteiro reclusa, pintando. Ele procurou Jany e tomou-a como esposa e desta união nasceram outros sete deuses, chamados de os Sete Significantes.

A primogênita foi Lyshé, a deusa dos Sonhos e do Medo, guardiã do Mundo dos Sonhos. O segundo foi Murg, o deus do Fogo e do Trovão, senhor da Natureza. A terceira foi Seleny, a deusa dos Desejos e Tentações, chamada de deusa da Lua. O quarto foi Nuban, o deus dos Ventos e da Cura, e guardião dos Mares. A quinta foi Kapry, a deusa da Ordem e da Soberania, guardiã da Travessia, a ponte de separa o Reino dos Homens do Reino dos Deuses. A sexta foi Synon, a deusa da Sanidade e das Ilusões e guardiã da Árvore do Conhecimento. O sétimo foi Jhael, o deus que morreu. Jany chorou por sua morte por 108 dias e de suas lágrimas nasceu Kanoy, o deus da Morte e do Silêncio.

Destes sete nasceram os outros trinta deuses, chamados de os Pequenos, totalizando quarenta e dois deuses. Após o sétimo filho, Jany quis voltar a pintar, e assim o fez.

Ruvé enfureceu-se com isso e exigiu saber que quadro era este que Jany tanto se dedicava a pintar. Ele então invadiu seus aposentos e cotemplou sua obra. O que viu foi magnífico. Extasiado ante a beleza da Criação, Ruvé perdoou a irmã\esposa e pediu-lhe desculpas. Ele disse que lhe daria qualquer presente, qualquer que fosse, ele criaria e lhe daria, como recompensa por sua bela obra de arte.

“Eu quero que minha obra ganhe vida” foi o que ela respondeu.

E Ruvé, o deus da Criação, usou sua magia para dar vida à obra de sua irmã Jany e assim surgiu Erys. E ele viu que era bom.

Mas a beleza e o esplendor da Criação novamente desequilibraram as forças do universo, então do vazio da não-existência surgiu Myshá, o deus da Desolação e da Perdição, a fonte de toda desgraça que assola Erys.

 

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Asun, a deusa da Melodia e da Eternidade, tocando sua flauta mágica. Com o poder de sua melodia ela é capaz de criar estrelas e parar o tempo. Ela é um dos Grande Antigos, os deuses mais poderosos de todos, que surgiram antes do mundo físico e antes da morte. A lenda diz que um dia Shuv matará sua irmã gêmea e então a Torre da Eternidade cairá, o Tempo parará e os deuses morrerão. | Crédito da imagem: Flying by hiliuyun (Pintest)

 

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