[Resenha] A sina do forasteiro

Obra: A sina do forasteiro.

Autor: Michael A. Iora.

Editora: publicação independente (disponível na Amazon e na Loja Herannon)

Gênero: fantasia épica

Número de páginas: 36

Sinopse:

Para uma noite fria, nada como uma lareira e bebida para se aquecer na companhia dos fregueses habituais. Entretanto, em um mundo habitado por criaturas como elfos, ogros e dragões, uma noite na taverna sempre pode trazer visitantes inusitados.

 

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Olá, pessoal! Hoje trago a vocês outra resenha de uma obra nacional. Trata-se do conto ‘A sina do forasteiro‘, do Michael A. Iora, que se passa no universo de Herannon. Mike já escreveu um romance neste universo, intitulado ‘O aprendiz do arquimago‘ e em breve teremos resenha do livro aqui também. Porém, não é necessário ter lido-o para ler o conto. Eu mesmo li somente o prólogo do romance até agora.

Pois bem, vamos partir da premissa bem básica de que, numa fantasia medieval, toda vez que um sujeito desconhecido adentra a uma taberna, algo irá acontecer. Em geral, não é algo bom. Shit’s gonna happen, man. Nessa história não é diferente. Somos introduzidos logo no inicio ao cenário de uma taberna típica, com frequentadores típicos. Os personagens são bem apresentados. Com poucos palavras, Mike consegue nos passar exatamente o que precisamos saber sobre aquelas pobres almas que se aqueciam do atípico frio da noite à beira de uma lareira.

A história é contado em primeira pessoa, pelo ponto de vista do taberneiro. Um ponto que notei é que em nenhum momento é mencionado seu nome. Não sei se isso tem algum significado mais profundo que apenas um recurso literário, mas gostei disto. A narração é feita em discurso indireto. Embora tal recurso tivesse dado mais fluidez à narração, confesso que não gostei muito, mas isso é apenas questão de gosto pessoal. Neste quesito, o que mais me incomodou foi o fato de que até mesmo os poucos diálogos não são inseridos diretamente, separados com travessão. Eles aparecem simplesmente no meio do texto, destacados em itálico.

A narração em si aparenta ser parcial, destacando bem as opiniões, emoções e pensamentos do narrador. Este ponto de vista é bastante conveniente para a trama, pois sua ignorância com respeito ao forasteiro torna-se também nossa ignorância. Se o conto não fosse escrito em primeira pessoa, acho que perderia sua alma. Fora isso, há alguns momento de humor satírico\negro que achei bem colocados. Só achei a linguagem do taberneiro um pouco mais formal que o esperado em certos momentos. A revisão está perfeita; encontrei apenas um errinho de concordância. A capa está maravilhosa.

No início da história o narrador relembra o dia em que conheceu um elfo e este fato em nada influi no resto do texto, o que me deixou meio confuso. Suspeito que talvez se trate de uma referência a algum evento narrado ou mencionado em “O aprendiz do arquimago“, mas como não terminei a leitura deste, nada de mais concreto posso afirmar. Porém, e isso é um ponto que merece destaque, é deixado claro o quanto aquele povo sabe pouco sobre os elfos, chegando ao ponto de quase mistificá-los.

O tal forasteiro é introduzido logo depois disto. Sua apresentação foi bem medida, transparecendo bem o ar de mistério envolta de sua figura. O personagem me cativou com isso. E, apesar de falar pouco, gostei de seus diálogos e de suas frases de efeito.  Qualquer coisa que disser além disto, creio eu, seria spoiler. Sugiro que leiam, para descobrir como se desenrolou a trama. Gostei bastante, especialmente o final, que achei digno e manteve o clima de mistério (por sinal bem trabalhado) até a última frase. O único ponto que deixou mais a desejar foram as cenas de ação, as quais achei um tanto confusas. Precisei relê-las para entender.

Em resumo: o conto é bom, introduz de leve alguns elementos da mitologia e do universo de Herannon, deixando aquele gostinho de ‘quero ler mais sobre este mundo’. Em particular, quero ler mais sobre este forasteiro que surgiu inesperadamente em uma taberna, assim como o frio da noite.

 

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