[Conto colaborativo] A guerra dos zíperes

Olá, pessoal! Hoje trago um texto especial. Para quem não sabe, este final de semana teve o anuncio dos vencedores do Oscar Literário, ideia inspirada no blog Sem Serifa. Juntamente com o pessoal do Clube de Autores de Fantasia, organizamos um evento virtual no Facebook, para anunciar o premiados. Mas não foi apenas isso. O evento contou com a participação de vários novos autores da fantasia nacional: Rodrigo Mesquita (Brasil cyberpunk 2115), Atlas Moniz (Capital Revelada, O historiurgo), Anderson Vitorello (Os guerreiros do universo), Janayna Bianchi (Lobo de Rua, Galeria Creta), Luana Minéia (Sete dias de Lázaro), Lauro Kocuiba (série Alvores), Ariel Ayres (O Quatro), Camila Guerra (A última chave; As flechas de Tarian) e este que vos fala, Renan Santos (Aquarela de sangue, Crônicas de Erys).

O evento foi bem legal e a galera interagiu bastante. Houve brincadeiras, desafios e sorteios de livros, ebooks e marcadores. Foi bem divertido. E, o melhor de tudo, houve a criação de um conto coletivo. Isso mesmo. Rodrigo Mesquita começou criando a história e passou a bola para o próximo (que era eu, só pra constar). Cada autor ia escrevendo sua parte, continuando a trama dos autores anteriores. Ah, detalhe. Tínhamos apenas uma hora para escrever nossa parte, enquanto fazíamos o papel de hosts do evento, interagindo com os leitores. Não foi fácil. Era todo momento subindo notificação do Facebook. Mas no final deu certo. Cada um escreveu sua parte o no final eu revisei e amarrei as pontas soltas da trama. O mais legal é que mesmo sendo uma única história, em cada parte transparece o estilo de escrita de cada um.

Eis o resultado de nossa brincadeira literária, fruto de várias mentes loucas que não tinham nada melhor para fazer num sábado.

 

 

 

A Guerra dos Zíperes

 

ziper-nylon-nylong

 

Rumores no reino de Fecho Eclair

Rodrigo Assis Mesquita

 

Lorde Botão Triplo era o soberano do Reino do Fecho Eclair, localizado na Península de Ghess. Sentado no trono de latão, esperava por notícias do emissário enquanto os valetes reparavam as linhas que prendiam seu botão superior. As portas se abriram. Lorde Erlinger entrou apressado:

– Senhor, trago más notícias. Os rumores, as histórias… É tudo verdade.

– Huh? Pode repetir? Estava escutando um podcast aqui no celular. Que que foi?

– O Zïper. Ele voltou.

O rei se levantou e fez uma pose, postando os pés em um ângulo de cento e vinte graus enquanto apoiava o queixo desnecessariamente:

– Pelo Grande Costureiro! Aquele maldito traidor ousa retornar ao reino, depois de tudo que fez?

– Qual o próximo passo, Senhor?

– Não sei, preciso achar outro podcast. – O rei se virou para o Primeiro Botão. – Nossos exércitos estão preparados?

Lorde Erlinger não deixou que o outro falasse:

– Duas fileiras inteiras foram decapitadas por Zïper. Duzentos soldados mortos em menos de dez minutos.

– Caramba, Primeiro Botão, você é muito incompetente – o rei gritou. – Como pode um único fecho éclair fazer esse estrago? Pelo amor…

Gritos curtos foram ouvidos fora da sala do trono. O rei e Lorde Erlinger sacaram as espadas. A tensão subiu quando um indesejado visitante pisou no tapete vermelho. Um fecho éclair enorme, um V com dentes metálicos que se conectavam num intrincado encaixe, sorriu, um sorriso estranho que somente um zíper podia sorrir.

– Oi, gente! – disse Zïper.

 

Um flashback maroto

Renan Santos

 

Treze dias antes…

O comandante Zïper repousava tranquilo (e favorável) na cama em forma de caixinha de costura com a Senhora Agulha.

– Não acho que podemos continuar com nossa relação. Somos muito diferentes – ele disse.

Ela virou seu corpo esguio e sussurrou:

– Ah, mon amour, o amor não conhece fronteiras!

– Ah, por favor, não me venha com clichês! Desapega de mim. Esta foi a nossa última vez.

– Mas mon chéri, não vê que fomos feitos um para o outro?

– Ah, corta essa! Você apenas vê em mim um bom partido.

Ele engasgou um sorriso

– Bom partido, você? Pelo Grande Costureiro, mon chéri, você é um exilado! Um pária. Nem é um comandante de verdade.

– Títulos oficiais são irrelevantes. O que importa é que tenho uma legião de seguidores.

– Uma legião de loucos. Fou !

– Estou apenas esperando o momento certo para agir. Então tomarei o que é meu por direito.

A confabulação foi interrompida pela entrada afobada do escudeiro do comandante, o jovem Cabeça de Alfinete.

– Senhor!

A Senhora Agulha deu um gritinho de susto e cobriu-se logo com um pedaço de pano.

– Não sabe bater, seu cabeça oca? – gritou Zïper. – Não vê que estou em momento íntimo?

– Mil… perdões… senhor comandante – ele disse, encabulado. – Temos um problema.

Zïper ajeitou-se na cama em forma de caixinha de costura e rosnou:

– Elabore!

O rapaz disse num fôlego só:

– A Princesa Velcro. Ela corre perigo. Nosso espião no castelo ouviu rumores de que planejam matá-la.

– Uma conspiração! – o comandante falou, cerrando os dentes. – Pelo Grande Costureiro! – Virou-se para a Senhora Agulha e disse – Eis o momento. É chegada a hora.

– O que você fará, mon chéri? – perguntou, preocupada.

– Farei o que for necessário!

Levantou-se e ordenou ao escudeiro:

– Cabeça de Alfinete, prepare o meu cavalo!

 

De volta ao castelo

Anderson Vitorello

 

– Lorde Botão Triplo, os seus dias de glória se acabaram, sua aberração dos botões! Hahahaa! – riu o Zíper, prestes a continuar seu extermínio.

E partiu para cima do Lorde.

Já estava prestes a “mordê-lo” com seus dentes “zipais” quando de repente
sentiu o seu corpo metálico apertando-se

–“Crec, crec, crec” – foram os ruídos de seus dentes encavalando-se.

– Chegou em cima da hora – suspirou o Lorde aliviado. – Guerreiro Cadarço.

Lá estava ele. O mais temível guerreiro do reino, o Cadarço, prendendo o corpo de Zïper como uma cobra enrolada. Era listrado de preto e branco, um “sujeito” mal encarado.

– Mas que cheiro insuportáveeeeel! – berrou o Zíper, roxo e de cara enojada.

Não era para menos, pois ao lado de Cadarço estava o seu fiel escudeiro, o Sapato Chulé!

– Suas tentativas de escape serão em vão, sua braguilha ridícula – provocou o Cadarço, apertando ainda mais o Zïper.

– Eu vou sair daqui! – bradou o Zïper, fazendo força para abrir-se.

Foi então que de repente…

 

Deus ex machina

Janayna Bianchi

 

… a porta do salão abriu-se com um estrondo.

Lorde Botão Triplo derrubou o celular da mão, pasmo. Zïper abriu a boca em uma cara de espanto elegantemente dinamarquesa, típica de Caco Antibes. Sapato Chulé botou a língua pra fora, fazendo desmaiar metade dos nobres do reino que estavam ali no salão só pra ver o circo pegar fogo. Guerreiro Cadarço afrouxou o aperto, confuso.

– A Grande Machina de Costura – murmurou Lorde Botão, chocado com a visão.

As nobres mais carolas caíram sobre os joelhos, agradecendo aquela chance única com orações fervorosas. Padre Tesoura – que cortava para os dois lados – sempre falava que, no dia da Alfaiataria Final, os justos teriam a oportunidade de ver a Grande Entidade que a Tudo Une e a Tudo Costura. A Machina que um dia sofreria uma metamorfose para dar origem ao Deus que resolveria todos os problemas, furos e enredos com pontas em aberto. O Deus Ex Machina.

A criatura abriu os olhos. Uma luz de tungstênio se acendeu, iluminando o interior do salão como se fosse dia. A besta soltou um rugido. As carolas gritaram, em êxtase. Lorde Botão Triplo pegou o celular do chão e virou-se de costas para o trono, tentando enquadrar a Grande Machina de Costura em uma selfie.

Padre Tesoura, convocado às pressas, entrou bamboleando suas manoplas redondinhas.

– Amém. Amém! Não disse, senhores e senhoras? Não disse que havia algo além dessas vidas individuais, cada qual em seu pano? Cada qual em seu tecido? Chegou a hora de sermos UM!

– Tomara que seja em um terno de linho branco bem lindo – disse Zïper, ajeitando o topete.

– Terno não tem zíper, sua anta – retrucou Lorde Botão Triplo. – Tem botões. Três.

A Grande Máquina de Costura urrou mais uma vez e, sem aviso, fez disparar sua agulha. O barulho de metralhadora ecoou pelo salão.

– Pois é, Lorde Botão Triplo. – Com um movimento serelepe, Zïper subiu no trono de Botão (que tinha acabado de tirar mais uma série de selfies com a Machina), se achando o Peter Pan.

– É por isso que estou aqui.

– Verdade. Com as reviravoltas, esqueci de perguntar que raios você não está lá em Eclair, jogando críquete.

– Eu soube de umas tretas aí, envolvendo a Princesa Velcro. Então eu vim aqui pra desafiar você, meu querido. Pelo poder a mim imbuído por Greiscull, eu exijo um combate!

– Um combate pra quê, cacete?

– Um combate pelo território dos Ternos. Quero que os Ternos deixem de ter botões e tenham zíperes!

A Máquina de Costura urrou mais uma vez.

– Eu me ofereço para ser seu campeão, meu amo e senhor Botão! – gritou Guerreiro Cadarço, puxando Chulé pelas rédeas nas anilhas.

E, diante da contenda, o salão caiu em silêncio.

 

Deus ex machina (parte 2)

Luana Minéia

 

– Você é realmente um covarde, Lorde Botão Triplo! – gritou Zïper – Nem mesmo luta suas próprias lutas!

– Não ouse ofender meu senhor! – gritou guerreiro Cadarço preparando-se para o ataque.

Mas nesse momento a Grande Machina de Costura fez uma manobra ficando no meio do salão, impedindo que o combate de fato começasse. A Agulha foi disparada novamente e todos do salão prenderam a respiração quando a reconheceram, mas foi Zïper quem falou:

– Senhora Agulha? O que faz aqui? E como pode estar com a Grande Machina de Costura?

– Ah, mon amour, você não achou que eu iria deixar você sair de nossa caixinha e viajar meio tecido para salvar uma porcariazinha de Velcro, achou?

– Mas ela é uma princesa! – Zïper falou tentando acalmar a Senhora Agulha.

Lorde Botão Triplo preparou seu celular para filmar o combate que viria a seguir. Uma agulha enciumada é pior que qualquer guerreiro do reino.

 

Nova Era da Costura

Lauro Kociuba

 

O motor zurrava, a Senhora Agulha se posicionara no ponto de ataque da Machina e gritou quando foi tomada pela força divina da santa costura. Sentiu a linha entrar em seu peito e soube que nascera para aquilo. Não era mais uma agulha qualquer, manejada por mãos trêmulas e lentas: era agora a vontade de deus! Decidia quem continuava unido e pleno ou quem caía no inferno de retalhos, para um dia se tornar estopa.

Não era mais ciúmes que a impulsionava, nem charme ou tédio. Ela não era mais Agulha apenas, agora era Agulha d’Machina, uma ferramenta da vontade da linha poderosa. Nenhum zíper, botão ou cadarço lhe era superior. Sua lei seria rígida. Ela era o próprio trono e a vontade suprema. Nada da praticidade do zíper, ou do luxo dos botões, da atemporalidade dos cadarços… nada disso. A rigidez fixa da costura, essa seria a nova lei.

Sem espaço para abrir ou respirar, sua linha prenderia os sonhos de liberdade e revolta. Não haveria mais rixas e escolhas entre o modo de fechar as calças ou ternos, a ditadura da costura finalmente iria reinar.

A máquina atirou-se pelo salão, ajustando sua costura em ziguezague, atirando-se sobre Zïper. A linha dançava pelos dentes precisos, fechando-o à força. Ele começou a gritar, mas sua voz se tornou abafada pelo fechar da costura.

– Chupa! – Lorde Botão Triplo gritou, rindo, enquanto registrava os trechos rapidamente no Snapchat.

A Machina rangeu novamente, o motor gritando ao mudar o modo para casa de botões, se atirando sobre o rei e prendendo-o ao Guerreiro Cadarço e Sapato Chulé. Agulha virava os olhos enquanto a linha corria pelo seu corpo, e ela sentia o poder de subjugar o mundo à sua vontade correndo pela linha, fixando tudo que queria. O som do motor era como uma gargalhada, que ecoava no salão. O cheiro de óleo quente da lubrificação da agulha infestava o local. A máquina olhava para os lados, procurando alguma ameaça.

E nesse momento um trovão soou, acima do som ensandecido. O teto do salão explodiu e um personagem novo caiu em meio ao caos.

 

A profecia

Ariel Ayres

 

– A PROFECIA! – Gritou uma das Irmãs Tesoureiras (Mas Não Tem Nada A Ver Com Dinheiro, É de “Tesoura” Mesmo), ao entender o que acabara de acontecer.

– A Machina – continuou –, fusionada com a Agulha, é…. é…

– Sim, minha senhora… – foi a vez de Padre Tesoura se aproximar, se abrindo e fechando enquanto andava. – Ela se tornou a Rainha-Mor do Submundo, onde todos os babados foram parar, onde a Camisa Quadriculada se perdeu…

– E a profecia diz…

– Quando a Rainha do Submundo aparecer em nossas terras, a Rainha da Parte Superior descerá…

E assim sucedeu.

Dos céus desceu Aquela Que A Tudo Controla, rodeada por uma aura de energia esbranquiçada, ofuscante. Ela rompeu o teto do castelo, arrancando suspiros de assombro de todos os presentes por sua beleza estonteante. A Rainha da Parte Superior não era nada como os outros seres daquele mundo. Ela parecia saída de um livro de fantasia escrito por um autor louco que certamente lançaria na Amazon uma história cyberpunk que se passa no Brasil, com um título bastante direto.

A Rainha da Parte Superior era única e dupla, mas não necessariamente bipolar. Ela era um par de mãos humanas, unidas por um fio prateado de poder divino.

Non! – A Grande Machina de Costura Com Uma Agulha Ousada e Ciumenta Dentro rugiu. – Você não deveria ser real!

E de dentro das palmas, uma voz angelical proferiu A Frase; O Verbo:

– TEU CU!

– Irmãs! Ela falou! Ela falou! Ajoelhem-se! – Padre Tesoura berrou, fascinado.

– PIÁ BURRA DO CARALHO! – A Rainha da Parte Superior continuou – ACHA QUE PODE MESMO VIR AQUI NESSE CASTELO BONITO PRA PORRA PRA FICAR ENCHENDO O SACO? DEIXA MEUS GAROTOS EM PAZ, SUA MÁQUINA MALFEITA DE VELHA NA MENOPAUSA!

O Padre e suas Irmãs Tesoureiras (Mas Não Tem Nada A Ver Com Dinheiro, É de “Tesoura” Mesmo) começaram a entoar “teu cu” de olhos fechados, enquanto curvados.

As duas Rainhas se encararam (ou pelo menos o tanto que uma Machina de Costura Com Uma Agulha Ousada e Ciumenta Dentro e um par de mãos podem, realmente, se “encarar”) e um silêncio pairou sobre o resto do castelo.

– Caia diante de minha presença maravilhosa! – A Grande Machina rugiu.

– VAI TOMAR UMAS DEDADAS! – A Rainha da Parte Superior respondeu.

E a batalha se iniciou.

 

Grande finale

Camila Guerra

 

No meio da confusão, Zïper divisou de relance uma parruda máquina de viés. Jogou-se no chão, rastejou pelo canto fugindo da confusão e já ia colocar a mão na máquina quando foi laçado por um cabide, pelo pescoço!

– Sai fora, Cabide dos infernos! Vai se pendurar por aí e me deixe em paz! – Zïper gritou revoltado.

– Calma, Zïper, calma! Estou aqui a pedido da Princesa Velcro.

Mas Zíper não quis saber e livrou-se do cabide. No pulo pegou a máquina de viés e apontou-a para a Rainha da Parte Superior.

– Profecia é o escambau, sua rainha maluca! Toma um viés na cara e deixe esse reino em paz!!

A Machina viu a oportunidade e correu para costurar ainda mais o viés na cara da Rainha da Parte Superior. Um ferro elétrico que passava por perto esquentou-se com a confusão e meteu-se a sapecar todo mundo. Zïper ficou irritado, quando teve o bumbum queimado por aquele ferro velho. Mas não desanimou. Ele havia convocado muitos amigos e pelas portas do castelo entrou um grande exército formado por alicates, colchetes, pinças, lacres, fitas métricas e até alguns zíperes importados, dinamarqueses, parentes distantes do nosso herói. Liderados por Cabeça de Alfinete, investiram um ataque contra a Entidade Superior, gritando palavras de ordem.

Humilhada, a Rainha da Parte Superior se retirou, enquanto as Irmãs Tesoureiras (Mas Não Tem Nada A Ver Com Dinheiro, É de “Tesoura” Mesmo) entoavam O Verbo em ré menor.

Apavorada e temendo pelo reino, a Princesa Velcro – que sequer havia aparecido antes – correu, mas logo foi capturada pelo traidor Primeiro Botão, que tentou estrangulá-la com uma linha nylon.

Mas Zïper era um bom camarada e, embora não parecesse, estava ali para salvar o reino. Com uma pistola de cola quente que havia encontrado no chão, saiu colando os pés de todo mundo.

Padre Tesoura ajoelhou e louvou ao Grande Costureiro, clamando pela volta da Rainha da Parte Superior, mas logo tomou um teco de um colchete que voava por ali.

Zïper arreganhou sua boca cheia de dentes e não quis esperar a morte chegar. Voou pra cima do Primeiro Botão, assassinando-o com o furador de tecido mais chique do reino.

A confusão estava controlada. As Irmãs Tesoureiras (Mas Não Tem Nada A Ver Com Dinheiro, É de “Tesoura” Mesmo), acudiam o Padre e a Princesa Velcro estava totalmente apaixonava por aquele Zïper charmoso e cheio de dentes dourados. Senhora Agulha notou o clima e magoou-se.

Mon chérrrri… não acredito que vai me trocar por uma princesinha coladora qualquer! Eu sou uma Agulha da família dos Overloques Industriais!

– Desculpe, querida. Mas Velcro e eu sempre fomos apaixonados, desde criança quando nos conhecemos no Bosque dos Fiapos. Mas somente salvando-a do mal é que eu conseguiria a aprovação do Lorde Botão Triplo.

O Lorde, por sua vez, estava tão abobalhado e ainda preso ao Guerreiro Cadarço e Sapato Chulé que mal notou que lhe usurpavam o reino. A mão de Princesa Velcro foi prometida em casamento ao salvador do Reino de Fecho Eclair e eles seriam felizes para sempre.

Só que não. Zïper piscou o olho para Agulha. A desgraça de Fecho Eclair estava apenas começando!

Olhando tudo bem de longe em uma nave futurista estavam outras criaturas, filhas da tecnologia que colocaria fim no reino de botões, zíperes e velcros. Nem Zïper sabia que seu reinado estava prestes a acabar antes de começar.

– Senhor, está tudo indo como esperado. Eles estão se matando e achando que o reino é deles – informou o Botão Magnético, segundo tenente da frota conhecida como Novo Mundo. – Em breve o mundo dos aviamentos será nosso! Huahuahua!

FIM. Ou será que não?

 

 

 

 

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