Oscar Literário | Entrevista: Jana Bianchi

Olá, pessoal! Para quem ainda não sabe, estamos participando da tag Oscar Literário, e já saiu até a lista dos indicados. Enquanto não sai o resultado, resolvemos entrevistar os autores que foram indicados na categoria Melhor autor nacional. Hoje começamos entrevistando Jana P. Bianchi, que inclusive venceu a edição de 2016 do Oscar Literário na categoria Melhor livro nacional. Em breve traremos as demais entrevistas.

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Jana P. Bianchi

Para começar, apresente-se aos leitores. Fale um pouco sobre você.

Eu sou a Jana, uma engenheira de alimentos que trabalha com sabonetes e gosta de contar histórias! Hehe… Sempre escrevi, mas comecei a levar a escrita mais a sério em 2014, quando entrei pro Clube de Autores de Fantasia e me envolvi de pessoas da área. Entendi o quanto era importante estudar escrita, e aí comecei a me embrenhar cada vez mais nesse meio e nesse mercado. Tenho uma novela publicada pela editora Dame Blanche (Lobo de Rua) e uma noveleta independente (Sombras). Também tenho um conto publicado na Revista Trasgo e atualmente sou co-host do podcast Curta Ficção.

Você foi indicada ao Oscar Literário pelas suas obras Lobo de rua e Sombras. Fale um pouco sobre elas: o que te levou a escrevê-las, qual a sua inspiração e o que elas significam para você?

O que me levou a escrever Lobo de Rua, que veio primeiro, foi meu amor pelo mito do lobisomem e a vontade de “experimentar” meu universo de fantasia urbana, que já existia na minha cabeça, mas ainda não abrigava nenhuma história. Sombras veio depois, pela mistura do desejo de continuar escrevendo sobre lobisomens (dessa vez no Caraça, lugar no interior de Minas Gerais onde tinha passado as férias) e a vontade de participar de uma chamada aberta pra uma antologia de contos (mas no fim nem mandei o conto).

Minha inspiração para a criação da mitologia do lobisomem foi o clima de mistério que as histórias de lupinos possuem por natureza. Meu avô e meu pai têm experiências bem reais com lobisomens, não podia deixar de usar esse clima. E Lobo de Rua significa o momento em que eu realmente mergulhei de cabeça na literatura, enquanto Sombras significa que Lobo de Rua não foi uma história que saiu legal por acaso, sem querer (já que as pessoas gostam bastante de Sombras também)…

Aliás, como você se sente com esta indicação ao Oscar Literário?
Eu adoro o Oscar Literário! A edição passada foi uma das coisas mais legais que já aconteceram no Facebook, amei quando publiquei que eu tinha ganhado Melhor Livro e as pessoas ficaram loucas me parabenizando! Estou feliz de estar participando dessa nova edição porque não queria ficar fora da farra! Gostaria de prometer que vou tentar participar da próxima edição com o meu romance, mas não sei se ele já terá sido publicado. Acabado, sim. Mas fica aqui a vontade de ter pelo menos mais alguma coisa indicada, um conto talvez, pra participar. (Sim, tenho a ligeira impressão que esse Oscar Literário do PdA vai virar tradição…)

 
Como é o seu processo de escrita?
Acho que meu processo é relativamente simples. Tenho uma ideia bem geral, as vezes uma cena ou o princípio de uma premissa, e anoto em uma listinha de ideias. Se vou escrever aquela ideia imediatamente depois (no caso de uma antologia temática, por exemplo) remoo a história na cabeça por alguns dias até tomar uma forma mais sólida, ao menos início e fim. Se é só uma ideia aleatória, pra executar sabe se lá quando, ou deixo a história encubada, ou fico remoendo ela permanentemente na cabeça, até o momento de escrever. Em ambos os casos, sento um dia e crio um outline, uma pequena estrutura da história. Depois sento a bunda na cadeira e começo a escrever, sem forçar um limite diário de palavras, mas me confraternizando a cada vitória. Deadlines são ótimos aceleradores da escrita. Aí mando o texto cru pros betas, mudo as coisas necessária e… bola pra frente. Vai pra revisão ou pra onde quer que ele precise ir. Haha…

Quais os seus planos para o futuro, no ramo literário? Tem outros projetos em andamentos?

Esse é o momento em que me sinto mais pronta pra escrever um romance. Sei que (e espero que) cada dia a mais de estudo vai fazer minha escrita melhor, mas hoje tenho muito mais claro na minha cabeça o que preciso pra criar o plot de um romance e depois desenvolvê-lo. Então, enfim, vou executar o romance da Galeria, uma ideia que me é muito querida e que, por essa razão, não queria “queimar” na minha ânsia de terminar logo um rascunho. Estou plotando um conto pro Conte Histórias (no mesmo universo) e, assim que o romance entrar mais nos eixos, vou usar algumas horas da semana pra desenvolver duas ideias e desenhá-las: um juvenil de fantasia e um sci fi (ou alta fantasia) mais de aventura. Vamos ver. Oremos.

Por fim, tem algo mais que queira falar?

Queria agradecer minha mãe, meu pai, a Sasha… Ah, não ganhei ainda, né? Hahaha… Brincadeira. Só queria dizer que se você que está lendo essa entrevista curte fantasia nacional… Ajude esse povo doido a brilhar! Hehe… Compartilhe nossas coisas, deixem resenhas ou mesmo deem o feedback direto pra gente. Nada melhor que um leitor feliz! E queria também agradecer o Renan pelas indicações e, mais do que isso, pelo apoio irrestrito às minhas loucuras literárias. Te devo um montão, vamos lançar logo esse livro aí pra eu poder espalhar a palavra… 🙂

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