Oscar literário 2017: premiados

Ladies and gentlemen, the Oscar goes to…

Enfim, é chegada a hora de revelarmos os vencedores dessa segunda edição do Oscar Literário aqui no blog. Lembrando que isso é uma tag criada pelo blog Sem Serifa, confiram a tag deles também. Se ainda não viu, confiram a lista com os indicados. E semana passada entrevistamos todos os cinco autores nacionais indicados. Procurem as entrevistas no blog, então bem legais 🙂

E agora, sem mais delongas, eis os grandes vencedores da noite.

Melhor criatura fantástica ou extraterrestre

Os grande antigos (em O despertar de Cthulhu em quadrinhos)

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Cthulhu, um dos Grande Antigos

Curvem-se diante dos seres cósmicos mais poderosos que você respeita (e teme). H.P. Lovecraft criou todo um panteão de ‘deuses’ em sua original e fantástica mitologia, e talentosos artistas brasileiros recriaram seu terror nesta obra em quadrinhos. A escolha não poderia ser outra.

Ph’nglui mglw’nafh Cthulhu R’lyeh wgah’nagl fhtagn

Melhor worldbuilding

A mão esquerda da escuridão, de Ursula K. Le Guin

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Ursula criou um worldbuilding fantástico em sua obra. Não somente pelo Ekumen, a grande comunidade galática, mas também pela maneira como a sociedade do planeta Gethen é organizada. Ela é sustentada na cultura acostumada ao frio extremo e, principalmente, na inexistência do conceito de gênero.

Edição mais bonita

A menina submersa: Memórias [edição de luxo] (DarkSide Books)

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Uma coisa é certa: a DarkSide sabe fazer edições primorosas. E é curioso que a edição de luxo de  A menina submersa ganha pela sua simplicidade e delicadeza.

Melhor conto

Alice no fim do mundo: um conto sobre a eternidade, de Soraya Coelho

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Um conto bem curto, porém lindo e cheio de simbolismo. É um texto simples e direto, mas que nos deixa com aquela sensação de que valeu a pena.

Melhor trama

Watchmen, de Alan Moore

E minha coleção de HQ's está aumentando 😀 #watchmen #alanmoore #hq #livro

A post shared by Renan Santos (@renanmath7) on

Uma trama crua, sombria e bem amarrada. Moore tece uma história magnífica e surpreendente, e ainda bastante atual. Leva essa, com grande mérito.

Melhor HQ ou mangá

Watchmen, de Alan Moore

A obra de Moore leva mais essa. O que eu disse acima se aplica aqui. Mas não é apenas isso. Texto e arte se fundem de maneira genial nessa HQ. Em alguns pontos, Moore se utiliza de camadas de histórias e metalinguagem, contando duas (ou mais) tramas paralelamente. A maneira como os quadros, frases e diálogos se encaixam é milimetricamente pensada. Mais do que uma simples HQ, Watchmen é um fino trabalho artístico.

Melhor personagem secundário feminino

Lettie Hempstock (em O oceano no fim do caminho)

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Fan art de Lettie, feita por TinyNerdGirl (em Deviantart)

Para mim, a personagem mais cativante do livro. A garota meio que faz o papel de mentora do protagonista, explicando-o o mundo mágico no qual ele entrou. Por sua bravura, seu carisma e sua sabedoria precoce (ou não), ela leva o prêmio.

Melhor personagem secundário masculino

Cacá (em Limbo)

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Insira uma legenda

Eis terrível, insano, inominável e odioso deus que você mais ama. Cacá é uma caricatura do deus lovecraftiano Cthulhu,  um dos Grande Antigos. Porém, não há nada a temer com ele. Também é o companheiro de jornada do Narrador, o protagonista de Limbo. Mas Cacá é, de longe, o melhor personagem. Bastante cativante, não tem como não se apaixonar por ele. É meio clichê: aquele tipo de personagem que quer ser mal e trevoso, mas acaba sendo fofo. Mas há clichês que amamos. Cacá, você leva essa.

Melhor protagonista feminina

Morte (em Sandman: Noites sem fim)

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Morpheus é um personagem massa, mas convenhamos, quem rouba a cena nas histórias do Sandman é a Morte. Ela é carismática, forte, enigmática, sábia. Ela é quebra de expectativa no que diz respeito à morte. Afinal, você já imaginou que a morte poderia ser simpática? Ela é uma personagem apaixonante. Fica com ela o prêmio de melhor protagonista (e, afinal de contas, não será ela quem aparará as luzes do palco dessa tragicomédia que é a vida?)

Melhor protagonista masculino

Rorschach (em Watchmen)

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Eis um dos anti-heróis mais amados das HQ’s. Rorscharch é quase a definição de paranoia e loucura, mas nós o amamos mesmo assim. Por quê? Talvez porque ele fosse o único que realmente se importava com o que estava acontecendo (pelo menos no começo da história). Rorscharch é a personificação daquela parte selvagem de nosso espírito que deseja fazer justiça com as próprias mãos. Rorscharch é o símbolo de uma sociedade doente. E mesmo assim nos importamos com ele. Tanto que ele leva o prêmio.

Melhor autor nacional

Thiago d’Evecque

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Thiago foi um dos autores que mais li ano passado. Além de sua obra Limbo, foram diversos contos, cada um melhor que o outro. Thiago tem um estilo bem particular, um humor bem fino, que eu aprecio bastante. Limbo é sensacional e seus contos Noir rarefeito e Como me tornei um personagem só dão mais brilho a este autor.

Melhor autor estrangeiro

Neil Gaiman

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Há muito que queria ler a obra de Gaiman. Ano passado, li Sandman: noites sem fim e O oceano no fim do caminho. Duas obras maravilhosas, sublimes, cheias de simbolismo. Do jeito que eu gosto. A impressão que tive dele só melhorou depois que li Absolute Sandman, no início deste ano. Já sinto que ele será um dos meus autores favoritos.

Melhor livro nacional

Brasil cyberpunk 2115 #2 – Recall (Rodrigo de Assis Mesquita)

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A primeira obra do Rodrigo já era muito boa, então ele vem e escreve o segundo volume, superando a si próprio. Recall é uma obra fantástica, como eu disse em minha resenha. Acho que lá já está dito tudo que eu tinha para dizer dela.

Melhor livro estrangeiro

A menina submersa: Memórias (Caitlín R. Kiernan)

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Esse foi um dos livros mais difíceis que li, quiçá o mais difícil. Não é uma leitura para qualquer um. Apesar de a história ser intrigante, a ponto de fazer você querer avançar na leitura, ela é confusa e hermética. Demorei para ler A menina submersa. Porém, após a leitura, depois de muito refletir sobre o que acabara de ler, eu percebi o quanto esta obra é genial. Kiernan nos brinda com uma história maravilhosa, cheia de simbolismos. Não foi amor à primeira vista, mas quando finalmente percebi o brilho do livro, me apaixonei perdidamente. Também não há muito mais o que falar, depois de minha resenha, que foi a postagem mais difícil que já escrevi para este blog.

É isso. O que acharam dos vencedores? Acertaram seus palpites? Ano que vem tem mais. Até a próxima, e obrigado pelos peixes!

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