Oscar Literário | Entrevista: Ana Lúcia Merege

Olá, pessoal. Para quem ainda não viu, está rolando a terceira edição do Oscar Literário aqui no blog. Assim como na edição do ano passado, resolvi fazer entrevistas com os indicados na categoria Melhor Autor Nacional. Hoje, com vocês, a querida Ana Lúcia Merege.

AnaNiver49

Para começar, apresente-se aos leitores. Fale um pouco sobre você.

Sou carioca, estou chegando aos 50. Quando criança queria ser arqueóloga, mas a paixão pelos livros falou mais alto e em mais de um sentido: tornei-me escritora, contadora de histórias, pesquisadora e bibliotecária.

Sou autora de uma série de fantasia publicada pela Editora Draco, da qual o livro mais conhecido é O Castelo das Águias (2011). Publiquei outros romances solo e ainda o ensaio Os Contos de Fadas (Claridade, 2010). Organizei, pela Editora Draco, as coletâneas Excalibur, Medieval (coorganizada por Eduardo Kasse) e Magos. Tenho também vários contos em coletâneas impressas e digitais. Sob o meu outro chapéu, sou curadora de Manuscritos da Biblioteca Nacional; ministro cursos e palestras em escolas, universidades e onde quer que haja eventos ligados a livros, literatura e bibliotecas.

No mais… Falo pelos cotovelos, adoro pizza, sorvete e café, sou fã de séries como Grimm e Black Sails. Moro em Niterói – RJ com meu marido e uma filha adolescente.  Viajo sempre que posso para destinos ecoturísticos ou culturais. E quase sempre arranjo um tempinho para escrever minhas histórias fantásticas.

Você foi indicada ao Oscar Literário pela sua obra O castelo das águiasUma das coisas que mais me fascinaram nela foi a simplicidade e originalidade de sua trama. De onde você tirou essa ideia de águias guerreiras? O que te serviu de inspiração para a história?

Boa parte da minha obra se inspira em os contos populares e em ficção fantástica, frequentemente a que tem base na mitologia e na História antiga e medieval. As águias guerreiras originalmente eram chamadas de harpíonas, seriam uma espécie “athelgardiana”; só depois decidi que seriam águias comuns submetidas a encantamentos. E a ideia das águias douradas teve a ver com o simbolismo da águia, que seria o animal de poder do Kieran, ligado à visão, à vontade e à personalidade solar.

Eu fico muito feliz por ter conseguido escrever de forma que parecesse original, pois na verdade a série tem inúmeras referências (qual não tem?) dentre as quais posso citar mitologia celta e nórdica, xamanismo norte-americano, os livros de Earthsea de Ursula Le Guin e a teoria dos raios e da magia do pensamento e forma, que conheci através da Teosofia.

Quanto à simplicidade, é o que sempre busco. Quero contar histórias que sejam como os ogros e as cebolas: cheias de camadas, mas você pode apenas curtir a que está por fora e tudo fica bem 🙂

Aliás, como você se sente com esta indicação ao Oscar Literário?

Eu fico honrada e agradecida quando leitores – alguns dos quais também escritores, como você – citam meu nome entre seus autores favoritos e recomendações. Só posso agradecer pela indicação e torcer para que mais pessoas se aventurem por Athelgard (e pelos outros cenários também).

Como é o seu processo de escrita?

Em geral, eu tenho um insight de como será a história e vou elaborando aos poucos. Normalmente sei como termina, o meio vou descobrindo à medida que escrevo. Procuro escrever de manhã, quando funciono melhor, mas também encaixo momentos de escrita ao longo do dia. Escrevo muito na barca e em cafés. Escrevo muito em cadernos. Quase sempre interrompo a escrita de trechos mais longos para escrever contos. Em geral, só leio obras de fantasia quando não estou num ponto crucial da escrita das minhas: nesse caso prefiro outros gêneros, como policial, terror e romances mainstream.

 

Quais os seus planos para o futuro, no ramo literário?

Estou escrevendo um livro infantojuvenil que, espero, fique pronto a tempo de ser produzido e lançado na Bienal. Vou proceder à escolha dos contos para a coletânea Duendes, que está aberta até 31 de março, pela Draco, e trabalhar nos copidesques. Depois tenho de escrever dois contos curtos para projetos de amigos meus e aí devo me dividir entre Athelgard e outro universo, o dos Contos da Clepsidra, em que estão Balthazar e Lísias e as gêmeas Nikka e Jeza. Também tenho planos para escrever roteiros de HQ, vamos torcer para que as Musas me tragam bastante inspiração! 🙂

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