21 coisas que aprendi fazendo Matemática

Hoje, 6 de Maio, o Brasil comemora o Dia do Matemático, em homenagem ao professor Júlio César de Mello e Sousa, também conhecido por seu pseudônimo Malba Tahan. O professor Júlio César dedicou sua vida ao ensino e divulgação da Matemática no Brasil, e publicou diversos livros que abordam o tema de maneira lúdica, como o famoso O homem que calculava.

 

malba tahan
Professor Júlio César de Mello e Sousa, aka, Malba Tahan

Assim, para comemorar a data, eu elaborei uma lista de 21 coisas que aprendi ao longo desses anos cursando Matemática. É uma postagem antiga, na verdade, datada de 2012, mas continua atual. Continuar lendo

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[Resenha] Araruama: o livro das sementes

Obra: Araruama: o livro das sementes

Autor: Ian Fraser

Editora: Moinhos

Gênero: Fantasia

Número de páginas: 242

 

araruama

 

Esse é outro livro que se destaca pela construção de mundo. O universo criado por Ian é inspirado em diversas culturas indígenas da América, e eu acho essa ideia totalmente válida. Assim como falei na resenha de O homem de azul e púrpura, é um tipo de abordagem necessária, e que se destaca pela originalidade, e pela iniciativa do autor de escrever em um universo fora do padrão Europa medieval.

Achei legal que é um mundo muito jovem que está amadurecendo, digamos assim. Ele ainda está em formação, a cultura está mutando, as pessoas estão mudando, coisas estão sendo inventadas, novas ameaças estão surgindo, novas coisas que antes não tinham nome estão sendo nomeadas. Por isso mesmo que o subtítulo da obra é O livro das sementes. É um mundo que ainda florescerá. Ou, como está escrito na sinopse: essa é uma história de quando o mundo ainda era cru. Continuar lendo

[Resenha] Ordem Vermelha

Obra: Ordem Vermelha: Filhos da Degradação

Autor: Felipe Castilho

Editora: Intrínsica

Gênero: Fantasia sombria

Número de páginas: 448

 

ordem vermelha

Essa obra é foda, mas com ressalvas. Ordem Vermelha é a prova de que literatura fantástica pode (e deve) ser relevante. É a prova de que temas atuais e necessários podem (e devem) ser trabalhados dentro de uma trama de fantasia. Até porque, o gênero fantástico é perfeito para servir de metáforas\analogias\simbolismos do mundo real. É exatamente isso que Felipe Castilho faz em sua obra. Mas é preciso deixar bem claro que ele comete alguns deslizes. Continuar lendo

[Resenha] O Quatro

Obra: O Quatro

Autor: Ariel Ayres

Editora: publicação independente (disponível na Amazon)

Gênero: Fantasia urbana\terror cósmico

Número de páginas: 227

quatro

Então, ele livro me deixou bem dividido. Vamos começar pelas partes que gostei:

O Narrador. Veja bem, eu disse Narrador, não narrador. É um conceito interessante. Além de narrador, ele também é um personagem, mas não temos aqui um narrador-personagem. Está mais para um ser onisciente que é de algum modo responsável pelos eventos do livro, mas que está só observando mesmo. Ou melhor, ele observa e comenta, e seus comentários são muito bons. Ele realmente interage com o leitor, dando uma falsa impressão de quebra da quarta parede. Ele é sádico, cínico, odeia a raça humana, e só quer ver o circo pegar fogo. E vai mesmo. Continuar lendo

[Resenha] Guerras Cthullu

Obra: Guerras Cthullu

Autor: vários autores

Editora: publicação independente (disponível na Amazon)

Gênero: terror cósmico

Número de páginas: 230

cthullu

Como um fã do legado de H.P. Lovecraft, e um apoiador da literatura fantástica nacional, eu não poderia deixar de conferir Guerras Cthulhu. Adorei a leitura. Os quatro contos são bem distintos um do outro, deixando bem claro que temos aqui quatro autores de estilos próprios.

Mas algo que me chamou a atenção, e não poderia deixar de mencionar, é o esmero que eles tiveram com a pesquisa (pelo menos nos três primeiros contos). Nota-se isso facilmente ao observamos as notas de rodapé no final, explicando vários termos e elementos inseridos ao longo das histórias. Os autores realmente se preocuparam em escrever tramas complexas, orgânicas, com uma riqueza de detalhes impressionante. A quantidade de referências é enorme, algo que deixaria o Capitão América orgulhoso (inclusive uma referência a Nietzsche que me fez dar um sorriso espontâneo). Os autores se mantiveram fieis aos mitos de Cthulhu, mas também não perderam o senso de realidade, quando necessário.

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[TAG] Oscar Literário: Vencedores

A espera acabou. É chegada a hora de anunciarmos os vencedores da terceira edição do Oscar Literário do blog Ponto de Acumulação. Se você perdeu o anúncio dos indicados, confira a lista aqui. E agora sem mais delongas: and the Oscar goes to…

MELHOR WORLDBUILDING

O homem de azul e púrpura

quatrocantos
Ilustração do próprio autor Vilson Gonçalves, representado um dos povos de Quatrocantos

O livro do Vilson tem alguns problemas de trama e ritmo. Porém, o mundo criado pelo autor é magnífico. É um mundo rico, cheio de detalhes, muito bem pensado. Mas o aspecto mais interessante é que é um universo baseado na culturas pré-colombianas. Poucos livros de fantasia focam nessa temática. Por esses motivos ele vence nessa categoria.

EDIÇÃO MAIS BONITA

Rubra – A guerreira carmesim

rubra

A edição desse livro é primorosa. Capa belíssima e uma diagramação caprichada, cheia de detalhes. Leva essa com louvor.

MELHOR CONTO DE AUTOR NACIONAL Continuar lendo

Oscar Literário | Entrevista: Lauro Kociuba

O terceiro entrevistado para o Oscar Literário é o dono da barba mais top no mundo da fantasia nacional. Com vocês, Lauro Kociuba.

lauro

Para começar, apresente-se aos leitores. Fale um pouco sobre você.
Bom, meu nome é Lauro Kociuba, sou um escritor de fantasia, ficção científica e as vezes dou uma passeada no horror. Tenho 33 anos como humano e 4 como escritor, publiquei meu primeiro livro no final de 2014, de forma independente através de financiamento coletivo. Desde então tenho alimentado minha ansiedade e afobação, continuando as publicações digitais e independentes, desenvolvendo um orgulho e gosto pela publicação digital. Gosto de desafios e ousadias, tentando sempre descobrir novas possibilidades no meu estilo e narrativa e, apesar de não me considerar muita coisa, tenho gostado de reler um parágrafo ou outro que escrevo. Continuar lendo