[Filmes] 7 indicações disponíveis na Netflix

Bem, acho que o título já deixa bem claro o tema da postagem. Não é preciso dizer que os filmes estavam disponíveis no dia em que esta publicação foi escrita. Sabe-se lá até quando estarão no catálogo da Netflix, mas fica a dica de qualquer jeito.

Um comentário sobre as notas: são as mesmas notas que dei no Filmow, que vai de 0,5 estrela até 5 estrelas. Talvez você se surpreenda com o fato de na lista ter filmes com no máximo 4 estrelas. É que sou chato com esse lance de notas. Acredite, 4 estrelas é um filme muito bom. 4,5 e 5 são apenas para obras-primas (como, por exemplo, A lista de Schindler, clássico também disponível na Netflix, que não está nessa lista porque você provavelmente já assistiu).

Então, sem mais delongas, eis as sete indicações de hoje. Continuar lendo

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Indicação da semana | [Filme] Deus da carnificina

Continuando a coluna na qual eu indicarei livros, filmes, músicas ou qualquer outra coisa que achar interessante, hoje falarei sobre Deus da carnificina.

Título: Deus da carnificina (Original: Carnage)

Diretor: Roman Polanski

Gênero: drama\comédia

Ano: 2011

Duração: 80 min

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Este é um filme baseado na peça de teatro Le Dieu du carnage (“O deus da carnificina”) da roteirista e atriz francesa Yasmina Reza. A adaptação ficou por conta do diretor Roman Polanski (O bebê de Rosemary, O pianista, Chinatown) e conta com um elenco de peso, como é possível ver no poster acima. Continuar lendo

[Resenha] A garota no trem

Olá, pessoal! Recentemente estreou nos cinemas o filme ‘A garota no trem’, baseado no romance homônimo de Paula Hawkins. Não assisti o filme, e nem pretendo fazê-lo, pelo menos no cinema. Isso porquê a experiência de ler o livro não foi boa. Li este livro ano passado, antes mesmo de saber que ia ter uma adaptação cinematográfica e, com certeza, foi minha decepção literária de 2015. Na época eu não fiz uma resenha, mas, inspirado no vídeo-resenha da Najara Rodrigues, resolvi compartilhar aqui no blog as minhas impressões.

Obra: A garota no trem

Autor:Paula Hawkins

Editora:Record

Gênero: Thriller

Número de páginas: 378

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Primeiro, quero dizer que o fato de os personagens serem depressivos, patéticos e mal resolvidos a ponto de fazer você se sentir mal enquanto ler o livro não significa que o mesmo não tenha qualidade. Significa que a autora soube escrever bem o drama deles e isso, ao meu ver, é mérito para ela. Isso também não quer dizer que eu apreciei a experiência.

Segundo, o livro demora para ficar minimamente interessante. Mas o mistério é até legal e foi certamente bem construído. O plot twist é meio previsível, mas como eu não estava prestando muita atenção na leitura, não percebi. No final, eu voltei e reli alguns capítulos e percebi que as pistas estavam todas lá. Algumas eu tinha visto, e até achei que fosse erro de continuação ou plot hole. Mas não liguei as pontas :\

O final, porém, foi muito meia-boca. A escrita também. A construção de personagens foi ridícula. A impressão que dá é que todas as mulheres da história são depressivas, paranoicas, loucas, passionais, carentes, inseguras e dependentes de um homem. Sério isso? Sinceramente, eu acho que as mulheres da vida real são mais complexas e interessantes do que isso. Sem falar que não foi nada divertido ler a história pelo ponto de vista delas.

Só não é pior porque realmente gostei da maneira como a autora construiu o mistério. E também pelo fato de, muito sabiamente, usar o ponto de vista de um narrador nada confiável. Ela merece este mérito.

Veredito final: Homens: não percam seu tempo lendo isso. Mulheres: também não percam seu tempo; vocês são melhores que as personagens retratadas na história; se deem valor, por favor.

Quem interpretaria os personagens do meu livro no cinema?

Para quem não sabe, estou participando do NaNoWriMo este ano. A escrita anda num ritmo meio lento, e acho que não vou atingir a meta a tempo, mas sem problemas. Pois bem, mas está rolando um desafio diário. A princípio o desafio consiste em postar fotos no Instagram referentes ao tema proposto no dia, mas eu estou postando no meu Facebook mesmo. O desafio do dia de hoje, porém, merece uma postagem no blog.

Desafio do dia 22: quem interpretaria seu protagonista em um filme?

Meu livro tem vários protagonistas. Mesmo se eu escolhesse um, não ia ficar legal, pois todos são relevantes. Então resolvi apelar e fazer logo o cast completo de uma possível adaptação do meu livro para o cinema (se bem que uma série com uns 10 episódios é mais apropriado, dado o tamanho da história). Não foi fácil escolher, pois queria atores os mais próximos possíveis de como eu imagino meus personagens. Ainda levei em conta a etnia (quis que todos que interpretariam personagens do clã da Espada tivessem traços asiáticos, e os do clã Dragão tivessem traços latinos, por exemplo). E tentei pegar uns atores bons, pelo menos para personagens importantes. Depois de muito pensar, cheguei a este resultado.

Nota: nomes marcados com um asterisco * são personagens com capítulos POV.



Benedict Cumberbatch como Myrv’\Lyuzäk*

Lyuzäk é o líder da Trupe Celestial, uma gangue de treze mercenários (codinome: Mestre, tatuagem: cristal. Sim, todo membro da Trupe tem um codinome e uma tatuagem, representando um dos treze signos). Seu verdadeiro nome é Myrv’khuf e descobre-se logo no começo que ele é um dos Emissários do Caos, ou seja, um subordinado de uma entidade conhecida apenas como Mestre do Caos ou Grande Mestre. Mas ele tem sua lealdade testada quando começa a se envolver com os humanos, especialmente quando adota uma para ser sua filha.

Sua afinidade mágica é extensiva\espiritual\elemental (telecinesia, manipulação de energia mecânica, cura espiritual, envenenamento espiritual, pirogênese, manipulação térmica). Espécie: sabe-se apenas que não é humano, mas se disfarça de um. Continuar lendo

[Resenha] Brasil cyberpunk 2115 #2 – Recall

Obra:Brasil Cyberpunk 2115 #2 – Recall

Autor: Rodrigo Assis Mesquita

Editora: publicação independente

Gênero: cyberpunk

Sinopse:

As pessoas recebem um chip de identidade ao nascer. Em 2115, uma corporação lança androides indistinguíveis de humanos. O Governo contra-ataca e adota um recall para monitorar os cidadãos. “Sem chip, sem direitos”. Hel, em dúvida da sua humanidade, envolve-se em uma conspiração que pode resultar na mudança de política ou na própria morte.

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Vejam só outra capa linda da Gaby Firmo ❤

Este livro é o segundo volume da série Brasil cyberpunk, do Rodrigo de Assis Mesquita. Leia a resenha da primeira novela da saga aqui.

Bem, como está dito aí na sinopse, a trama começa quando o governo lança a campanha de recall, já que agora há androides muito parecidos com humanos, e esta é uma maneira de diferenciar os dois. A primeira observação que faço aqui é essa inversão de valores no texto. Na história, quem tem os chips são os humanos e não os androides. Na verdade, vai mais além. Graças aos amelhoramentos os humanos do universo de Brasil cyberpunk é que parecem ser os seres artificiais. Achei muito boa essa brincadeira de conceitos que o Rodrigo fez. A obra, de fato, é está cheia de críticas inteligente e bem-humoradas à nossa sociedade atual. Continuar lendo

[Newsletter] #02 – True Detective, conhecimento matemático e primos gêmeos

Olá, pessoal. Hoje trago a segunda Newsletter do blog. Não está tão completa e diversificada como a primeira, mas é porque tive pouco tempo para prepará-la. Mas espero que gostem.

Ponto de Acumulação

(de ideias, fatos e pensamentos)

The light is winning

A internet aqui em casa está indo de mal a pior. De vez em quando ela me deixa na mão. Agora que ela está caindo com mais frequência, resolvi fazer algo útil quando isso acontece. Portanto estou reassistindo  esta que é sem sombra de dúvidas umas das melhores obras-primas produzida pela humanidade. Estou falando, é claro, de True Detective. Tenho a primeira temporada ainda no meu note 🙂

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Se você ainda não viu essa série, recomendo que veja logo. É simplesmente fantástica. Não é, certamente, uma série família. Pelo contrário, a história é crua, fria, sombria, e está cagando para a moral e os bons costumes da família tradicional brasileira. É uma série que choca e incomoda. Porém, mais que isso, é uma série para fazer refletir sobre a natureza humana. Assista com a mente aberta e livre de preconceitos. São abordados temas delicados como religião, paganismo, pedofilia, adultério, prostituição e insanidade. É uma história forte e complexa, mas poética.

Mas apesar de tudo, lembre-se de, na próxima vez que você contemplar o céu noturno, não focar sua atenção na escuridão dele e dizer que ela está vencendo. Observe bem as estrelas cintilantes e sua luz. No início havia apenas apenas escuridão. Agora temos as estrelas cintilantes. Ao que parece, a luz está vencendo. Continuar lendo