Indicação da semana | [Filme] Deus da carnificina

Continuando a coluna na qual eu indicarei livros, filmes, músicas ou qualquer outra coisa que achar interessante, hoje falarei sobre Deus da carnificina.

Título: Deus da carnificina (Original: Carnage)

Diretor: Roman Polanski

Gênero: drama\comédia

Ano: 2011

Duração: 80 min

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Este é um filme baseado na peça de teatro Le Dieu du carnage (“O deus da carnificina”) da roteirista e atriz francesa Yasmina Reza. A adaptação ficou por conta do diretor Roman Polanski (O bebê de Rosemary, O pianista, Chinatown) e conta com um elenco de peso, como é possível ver no poster acima. Continuar lendo

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Mar verde-azulado, com espuminha branca

Texto que escrevi pra galera do grupo Sub Versivos 😀

Sub Versivos

Uma verdade nua e crua dita na nossa cara é, muitas vezes, o que precisamos para enxergar a realidade de uma maneira que jamais imaginaríamos. Meu pai nunca disse isso com estas palavras, mas tenho certeza que ele concordaria com elas. Já minha mãe era do tipo que gostava de fantasiar; do tipo que preferia a doçura de uma mentira ao sabor amargo da verdade.

Meu pai trabalhava com vendas, minha mãe pintava quadros, e eu era apenas um garoto de quatro anos que tinha um cachorrinho maltês chamado Buba e vira o mar pela primeira vez. Antes, só o conhecia pela televisão, por fotos, ou por um dos quadros de mamãe. Eram belas representações, mas não eram reais. O mar verdadeiro era imponente, deixava um sabor salgado na boca, fazia arder os olhos e nunca que caberia numa tela da TV ou num quadro. Foi isso que eu pensei…

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[Newsletter] #03 – Lost, easter eggs, Star Wars e um desafio

Ponto de Acumulação

(de ideias, fatos e pensamentos)

 

O que repousa na sombra da estátua? (ou porque resolvi me tornar escritor)

Todo viciado possui sua droga de entrada. Aquela que lhe introduziu no mundo dos vícios. Não importa qual seja o vício, é certo que houve o primeiro. No caso do meu vício em séries de TV, minha porta de entrada foi Lost. E foi por causa deste seriado que resolvi me tornar escritor.

Lost não é a melhor série que já foi produzida. Mas ela foi um grande marco. Pioneira. Merece algum crédito. Seu problema é que os roteiristas se perderam (sim, o trocadilho foi intencional; sim, foi um trocadilho ruim). Mas apesar dos pesares, eu gostei. Não direi que não gostei do final, mas ao contrário de muita gente com quem conversei, ele pareceu bem claro para mim.

O motivo para eu apreciar tanto esta série é certamente o mesmo de ela ter feito tanto sucesso. É o fato de a trama ser recheada de mistérios. Mistérios atiçam a curiosidade. Atiçaram a minha. Atiçaram a milhões de fãs mundo a fora. Queríamos saber o que vinha depois; queríamos entender que p&@* estava acontecendo naquela ilha. Simples assim. Os caras sabiam como prender nossa atenção. Os fãs eram tão obcecados com a trama que discutiam teorias em fóruns na internet. (Eu era mais o cara que lia as teorias, mas tudo bem.) Continuar lendo

[TAG] Oscar literário – Parte 1: Indicações

Olha só, pessoal! Oscar de livros! Gostei da ideia 🙂

Sem Serifa

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Inspiradas pelo Oscar que se aproxima, resolvemos criar uma tag para homenagear os melhores livros do ano passado. Leia as regras e faça a sua premiação também!

Regras:

– Fazer entre 3 e 5 indicações em cada categoria;

– Indicar apenas livros que você leu no ano passado;

– Criar um post para as indicações e, depois de algum tempo (de preferência, na semana do Oscar!), um post para a premiação.

Categorias:

Melhor filme – Melhor livro

Melhor diretor – Melhor autor

Melhor ator – Melhor protagonista masculino

Melhor atriz – Melhor protagonista feminina

Ator coadjuvante – Melhor personagem secundário masculino

Atriz coadjuvante – Melhor personagem secundária feminina

Melhor Animação – Melhor HQ

Melhor filme estrangeiro – Melhor livro fora do eixo EUA-UK

Melhor roteiro – Melhor trama

Melhor roteiro adaptado – Melhor livro baseado em outra obra ou mídia

Melhor curta-metragem – Melhor conto

Melhor documentário – Melhor livro de não…

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Cadê as mulheres na literatura fantástica brasileira?

Camila Fernandes

Estão bem debaixo do seu nariz, colega!

Toda vez que algum grande site, podcast, evento, etc. resolve falar de literatura fantástica brasileira, chama sempre os mesmos autores e entendidos. Estas pessoas quase sempre são homens (nem vou afirmar que são brancos e heterossexuais, pois não tenho todos esses detalhes).

Aí, sempre tem alguém que pergunta “mas e as mulheres?”, e alguém que responde “ah, tem a Carolina Munhóz”, e alguém que diz “é, mas só ela, né?”.

Não, gente. NÃO.

Além da Carolina, há muitas escritoras brasileiras de fantasia. MUITAS. Com obras variadas, que vão do infanto-juvenil ao terror, do realismo mágico à ficção científica hard, passando por contos de fadas, YA, romance sobrenatural, distopia, steampunk, new weird, etc.

Para citar só aquelas das quais já li um livro ou, pelo menos, um conto em coletânea ou site:

Cristina LasaitisNikelen WitterGeorgette SilenAna Lúcia Merege

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