Oscar literário 2017: premiados

Ladies and gentlemen, the Oscar goes to…

Enfim, é chegada a hora de revelarmos os vencedores dessa segunda edição do Oscar Literário aqui no blog. Lembrando que isso é uma tag criada pelo blog Sem Serifa, confiram a tag deles também. Se ainda não viu, confiram a lista com os indicados. E semana passada entrevistamos todos os cinco autores nacionais indicados. Procurem as entrevistas no blog, então bem legais 🙂

E agora, sem mais delongas, eis os grandes vencedores da noite. Continuar lendo

Oscar Literário | Entrevista: Rodrigo Assis Mesquita

Olá, pessoal! Hoje trazemos nossa última entrevista com autores nacionais, para o Oscar Literário. Com vocês, Rodrigo Assis Mesquita.

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Para começar, apresente-se aos leitores. Fale um pouco sobre você.

Meu nome é Rodrigo Assis Mesquita e sou adepto da pré-pós-verdade, da liberdade dentro da cabeça e do brigadeiro de colher. Escrevo principalmente ficção científica e fantasia, com contos e novelas publicados e despublicados.

Depois de um hiato de mais de uma década, voltei a escrever em 2015 inspirado pelo concurso Brasil em Prosa, da Amazon, e pela qualidade inacreditável da novela (então indie) Lobo de Rua, da Jana Pin.

Atualmente, participo do podcast Curta Ficção ao lado do Thiago Lee e da própria Jana e estou num projeto embrionário de histórias seriadas junto com outros autores e editores.

Isso tudo sem deixar de estudar escrita criativa. Continuar lendo

Oscar Literário | Entrevista: Thiago d’Evecque

Hoje trazemos nossa quarta entrevista com os indicados na categoria “Melhor autor nacional” do Oscar Literário. Conheçam o Thiago d’Evecque.

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Para começar, apresente-se aos leitores. Fale um pouco sobre você.

Meu nome é Thiago d’Evecque e sou escritor, jornalista, carioca e autor de Limbo e de alguns contos. Tento tocar ukulele e sou um amante das coisas refinadas da vida: chouriço, paçoca e — prepare-se — pão com requeijão e Toddy (ou Nescau, se você não tiver bom gosto). Não são coisas separadas, é tudo junto. Sim, é o que parece: eu passo requeijão no pão e salpico o Toddy, o pó, por cima.

Também sou bem estranho, como ficou claro.

Gosto de ler de tudo — de Dan Brown a Tolkien —, mas prefiro fantasia. Meus autores favoritos são Terry Pratchett e Douglas Adams e eles são os culpados diretos por eu ter começado a escrever. Nunca vou perdoá-los.

Tudo relacionado a fantasia me atrai, desde séries até videogames (atualmente jogando Disgaea 2 novamente). São fontes de inspiração e ideias inesgotáveis para mim.

Tenho um blog, o pequenosdeuses.com.br, onde falo sobre escrita, histórias, filmes e tudo mais, apesar de ninguém nunca me pedir. Sou faixa preta em procrastinação e até [continuar depois]

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Oscar Literário | Entrevista: Jana Bianchi

Olá, pessoal! Para quem ainda não sabe, estamos participando da tag Oscar Literário, e já saiu até a lista dos indicados. Enquanto não sai o resultado, resolvemos entrevistar os autores que foram indicados na categoria Melhor autor nacional. Hoje começamos entrevistando Jana P. Bianchi, que inclusive venceu a edição de 2016 do Oscar Literário na categoria Melhor livro nacional. Em breve traremos as demais entrevistas.

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Jana P. Bianchi

Para começar, apresente-se aos leitores. Fale um pouco sobre você.

Eu sou a Jana, uma engenheira de alimentos que trabalha com sabonetes e gosta de contar histórias! Hehe… Sempre escrevi, mas comecei a levar a escrita mais a sério em 2014, quando entrei pro Clube de Autores de Fantasia e me envolvi de pessoas da área. Entendi o quanto era importante estudar escrita, e aí comecei a me embrenhar cada vez mais nesse meio e nesse mercado. Tenho uma novela publicada pela editora Dame Blanche (Lobo de Rua) e uma noveleta independente (Sombras). Também tenho um conto publicado na Revista Trasgo e atualmente sou co-host do podcast Curta Ficção. Continuar lendo

[Resenha] Limbo

Olá, pessoal! Hoje trago uma resenha que já deveria ter feito há muito tempo. Trata-se da obra Limbo, do Thiago D’evecque.

 

Obra: Limbo

Autor: Thiago d’Evecque

Editora: publicação independente (ebook disponível na Amazon)

Gênero: dark fantasy

Número de páginas: 165

Sinopse:

O Limbo é para onde todas as almas vão após a morte. Além de humanos, deuses esquecidos e espíritos lendários também vagam pelo plano. Muitas almas sabem exatamente onde estão e por que; a maioria, entretanto, ainda tem a impressão de estar viva. A morte é um hábito difícil de se acostumar.

Um dos espíritos residentes no Limbo acorda sem nenhuma lembrança de sua identidade. Ele descobre que a Terra está prestes a ser destruída pelos próprios humanos e fica encarregado de enviar doze almas heroicas de volta. Elas reencarnarão no plano dos homens e tentarão reverter o quadro apocalíptico.

Contudo, poucas almas encaram o retorno com bons olhos. O espírito deve, então, forçá-las. Armado, de preferência. Assim, resolve visitar um velho amigo: Azazel, anjo ferreiro e primeiro escolhido da lista.

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A premissa do livro é bem clara. Temos o protagonista\narrador que acorda sem memória no Limbo. Apesar de não lembrar que é, ele sabe que tem uma missão: enviar de volta para a Terra 12 almas que estavam esquecidas no Limbo, na esperança de salvar a humanidade. Um a um, ele vista os escolhidos e tenta convencê-los a retornar (ou força-los a isso). A primeira vista, pode parecer algo repetitivo. E de fato, o começo é. Mas a coisa melhora a partir da quarta alma. O legal é que todas as doze almas são figuras conhecidas da cultura popular (ou pelo menos em alguma cultura; por exemplo, a segunda alma, Tomoe Gozen é uma guerreira lendária japonesa). Cada uma das almas tinha uma característica prezada pelo narrador, que, na sua visão, seria útil para a salvação da humanidade. Continuar lendo

[Resenha] Hellraiser – renascido do inferno

Sem lágrimas, por favor. É um verdadeiro desperdício de bom sofrimento

Obra: Hellraiser – renascido do inferno

Autor:Clive Baker

Editora:DarkSide Books

Gênero: Horror

Número de páginas: 160

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Hellraiser – Renascido do inferno é a primeira obra que li deste gênero, que é o horror mais gore. Confesso que esperava outra coisa, mas a realidade me surpreendeu, de forma positiva. Nunca assisti ao filme baseado no livro, o que é bom, pois deixará essa resenha livre de comparações.

O conceito do livro é bem interessante. Somos apresentados, logo no começo, aos Cenobitas, que são uma espécie de seres de outra dimensão, bastante originais. O livro começa com o personagem Frank tentando invocar tais criaturas, pois ele deseja experimentar sensações de prazer extremas, que supostamente os Cenobitas podem oferecer. É claro que a coisa dá errado, e Frank descobre da pior maneira que o conceito de prazer para este seres é diferente do nosso. A história em si começa quando Rory, o irmão de Frank, muda-se com sua esposa Julia para a casa onde o irmão fizera o ritual de conjuramento.

Pois bem, o primeiro capítulo é primoroso. A maneira como o autor descreveu a experiência de Frank, com todas aquelas sensações extremas, foi sublime. Baker conseguiu expressar em palavras o inexpressável aos sentidos humanos, tão limitados e frágeis. O primeiro capítulo já vale o livro todo. Depois a qualidade cai um pouco, mas nada muito grave. O autor soube construir o suspense necessário, e o clímax da história não deixa a desejar.

Já os personagens eu achei meio fracos. O autor não perde tempo caracterizando-os, ou explorando o drama deles. A construção de personagens poderia ser melhor, e realmente não cheguei a me apegar a nenhum deles. Além disso, achei suas motivações bem toscas. Em resumo: são personagens genéricos de histórias de terror.

Já a escrita de Baker me agradou bastante. Ela é leve e flui bem. A leitura não é nada cansativa, e dá para ler o livro numa sentada. A linguagem é maravilhosa, quase poética, o que me surpreendeu em um livro de terror.

Até o inverno – a estação mais dura e implacável – com a aproximação de fevereiro, sonha com a chama que o derreterá. Tudo fadiga com o tempo, e começa a buscar alguma oposição para salvar-se de si próprio.

Em resumo, este livro foi uma grata surpresa. Já quero ler mais do autor.

[TAG] Oscar Literário 2017: indicados

Ano passado rolou aqui no blog o Oscar Literário. É uma tag muito legal que vi primeiro no blog Sem Serifa, mas que muitos outros blogs já participaram. A ideia é homenagear os livros lidos ano passado e escolhermos as melhores leituras através de um concurso estilo Oscar.

As regras são:

– Fazer entre 3 e 5 indicações em cada categoria;

– Indicar apenas livros que você leu no ano passado;

– Criar um post para as indicações e, depois de algum tempo (de preferência, na semana do Oscar), um post para a premiação.

Vi pela blogosfera muita gente fazendo a tag, mas não necessariamente a criada pelo Sem Serifa. Até as categorias eram diferentes. Aqui também tomei a liberdade de alterar algumas categorias.

Mas enfim, sem mais delongas, eis os indicados:

Melhor livro estrangeiro

Androides sonham com ovelhas elétricas? (Philip K. Dick)

O oceano no fim do caminho (Neil Gaiman)

A mão esquerda da escuridão (Ursula K. Le Guin)

A menina submersa: Memórias (Caitlín R. Kiernan)

A viagem ao centro da terra (Julio Verne) Continuar lendo