[Conto] Aquarela de sangue

Aquarela de sangue é um conto de autoria deste que agora vos fala. Sim, eu escrevi este conto. Ele foi pensado para uma antologia que (infelizmente) jamais saiu do mundo das ideias. Mas, sendo um dos meus textos favoritos, decidi que queria publicá-lo mesmo assim. Ele esteve um tempo na Amazon, porém resolvi disponibilizá-lo de graça. É o que estou fazendo agora. A partir de hoje, Aquarela de sangue está aí, para quem quiser baixar e ler.

Eu poderia simplesmente postar o texto aqui mesmo no blog, mas é um pouco grande. Então estou deixando aqui nesta postagem o link para download. Se preferir, pode lê-lo também no Wattpad.

 

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Capa feita pela Gabrielle Vizcaino

 

Eis a sinopse:

Daniel possui um dom único: ele pinta belas aquarelas. O problema é que as cenas trágicas retratadas nelas sempre se tornam realidade. Ele não tem controle de seu poder. Nem sobre quem aparecerá em suas telas. Ele já pintou seis vítimas; cinco já encontraram seu destino e a sexta está prestes acontecer. Como evitar?

Não chegou a haver um consenso entre os leitores quanto ao gênero da história. Digamos que é fantasia urbana, com toque de terror e suspense.

Eis os links para download:

Aquarela de sangue (PDF)

Ou leia no Wattpad.

Não consigui fazer o upload do arquivo em .mobi. Mas se desejar lê-lo neste formato, entre em contato, que eu te passo o ebook. É isso. Espero que gostem, e até a próxima!

Oscar literário 2017: premiados

Ladies and gentlemen, the Oscar goes to…

Enfim, é chegada a hora de revelarmos os vencedores dessa segunda edição do Oscar Literário aqui no blog. Lembrando que isso é uma tag criada pelo blog Sem Serifa, confiram a tag deles também. Se ainda não viu, confiram a lista com os indicados. E semana passada entrevistamos todos os cinco autores nacionais indicados. Procurem as entrevistas no blog, então bem legais 🙂

E agora, sem mais delongas, eis os grandes vencedores da noite. Continuar lendo

Oscar Literário | Entrevista: Thiago d’Evecque

Hoje trazemos nossa quarta entrevista com os indicados na categoria “Melhor autor nacional” do Oscar Literário. Conheçam o Thiago d’Evecque.

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Para começar, apresente-se aos leitores. Fale um pouco sobre você.

Meu nome é Thiago d’Evecque e sou escritor, jornalista, carioca e autor de Limbo e de alguns contos. Tento tocar ukulele e sou um amante das coisas refinadas da vida: chouriço, paçoca e — prepare-se — pão com requeijão e Toddy (ou Nescau, se você não tiver bom gosto). Não são coisas separadas, é tudo junto. Sim, é o que parece: eu passo requeijão no pão e salpico o Toddy, o pó, por cima.

Também sou bem estranho, como ficou claro.

Gosto de ler de tudo — de Dan Brown a Tolkien —, mas prefiro fantasia. Meus autores favoritos são Terry Pratchett e Douglas Adams e eles são os culpados diretos por eu ter começado a escrever. Nunca vou perdoá-los.

Tudo relacionado a fantasia me atrai, desde séries até videogames (atualmente jogando Disgaea 2 novamente). São fontes de inspiração e ideias inesgotáveis para mim.

Tenho um blog, o pequenosdeuses.com.br, onde falo sobre escrita, histórias, filmes e tudo mais, apesar de ninguém nunca me pedir. Sou faixa preta em procrastinação e até [continuar depois]

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Oscar Literário | Entrevista: Má Matiazi

Continuando com nossa série de entrevistas dos escritores indicados na categoria ‘Melhor autor nacional’ do Oscar Literário 2017, hoje trazemos Má Matiazi, autora de O feiticeiro.

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Para começar, apresente-se aos leitores. Fale um pouco sobre você.

Eu sou a Má Matiazi, que assina os livros como M. Matiazi e os documentos como Marina. Não gosto de usar meu nome sempre ou falar para qualquer pessoa, acho que é meu lado Rumpelstiltskin.

Nasci e vivo em Curitiba, tenho 31 anos e além de escrever também sou ilustradora e tenho uma banda. Antes do Feiticeiro eu lancei meu primeiro livro, locado no mesmo universo, chamado Três e ano passado me lancei como quadrinista com Morte Branca.

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[TAG] Oscar Literário 2017: indicados

Ano passado rolou aqui no blog o Oscar Literário. É uma tag muito legal que vi primeiro no blog Sem Serifa, mas que muitos outros blogs já participaram. A ideia é homenagear os livros lidos ano passado e escolhermos as melhores leituras através de um concurso estilo Oscar.

As regras são:

– Fazer entre 3 e 5 indicações em cada categoria;

– Indicar apenas livros que você leu no ano passado;

– Criar um post para as indicações e, depois de algum tempo (de preferência, na semana do Oscar), um post para a premiação.

Vi pela blogosfera muita gente fazendo a tag, mas não necessariamente a criada pelo Sem Serifa. Até as categorias eram diferentes. Aqui também tomei a liberdade de alterar algumas categorias.

Mas enfim, sem mais delongas, eis os indicados:

Melhor livro estrangeiro

Androides sonham com ovelhas elétricas? (Philip K. Dick)

O oceano no fim do caminho (Neil Gaiman)

A mão esquerda da escuridão (Ursula K. Le Guin)

A menina submersa: Memórias (Caitlín R. Kiernan)

A viagem ao centro da terra (Julio Verne) Continuar lendo

As crônicas de Erys – capítulo 5

Olá pessoal! Ontem finalmente terminei de reescrever meu livro. Ele está bem diferente da versão que escrevi em 2015. Espero que as mudanças tenham melhorado o texto. Agora vou dar um pouco de tempo, depois vou revisar o texto. Mas como prometido, aqui vai o último capítulo de amostra do meu livro. Espero que apreciem. Até a próxima.

 


 

Capítulo 5 – O cartomante

 

O Feiticeiro entrou no prostíbulo e dirigiu-se ao balcão a passos comedidos. Não reconheceu o taberneiro.

— Não vejo Jöeba — disse, sentando-se. — Então é seguro supor que você é Rantö?

O taberneiro olhou de canto de olho, enquanto enxugava um copo.

— Não estou mais de cama, então Jöeba terminou seus serviços por aqui. E você é?

— Mueljen.

— Foi o que eu pensei. Jöeba falou sobre você. E seus amigos.

— Por falar nisso, onde ele está?

— Jöeba? Eu não sei. Acho que saiu da cidade. Só estava aqui de passagem mesmo. Algo para beber?

O Feiticeiro fez que não. Olhou em volta, mas ninguém parecia reparar nele. Estavam muito ocupados alimentados seus libidos. Deslizou uma moeda de ouro pelo balcão.

— Pelo seu silêncio.

Rantö pegou o vintém e indicou com a cabeça a porta que dava aos fundos do prédio.

— Você sabe o caminho. Um dos seus comparsas já está lá. — Mueljen levantou-se, mas quando deu dois passos, o taberneiro chamou-o. — Ei, amigo. O rapaz está chateado. A ruiva fugiu com Jöeba. A bebida é por conta da casa.

Ele agradeceu por isso e foi até os fundos. Desceu as escadarias empoeiradas. Chegando ao porão, encontrou o Paladino com um copo de aguardente na mão e lágrimas no rosto. Continuar lendo

As crônicas de Erys – capítulo 2

Como eu sou muito lesado, da última vez que eu postei um capítulo do meu livro, eu postei o capítulo 3, dizendo ser o capítulo 2. Para remediar este mal, agora sim eu postarei o verdadeiro capítulo 2. Espero que gostem 🙂

Leiam os outros capítulos

Prólogo

Capítulo 1

Capítulo 3


Capítulo 2 – O bêbado, o feiticeiro e a pupila

Barhend estava sentado no canto mais escuro da Taberna do Dragão Solitário, numa mesa ao fundo do salão, quase escondido na penumbra. A noite era fria, mas o ar ali era caloroso. De onde estava, via todo o recinto. Na mesa mais próxima, um casal comia em silêncio uma refeição simples. Poderiam ser pai e filha, não fosse tão distintos fisicamente. O homem era alto e magro, pele pálida e cabelos pretos desgrenhados. Trajava roupas escuras e um casaco negro. Aparentava ter meia idade. Já a garota devia ter uns nove ou dez anos. Era baixa e tinha os traços do Dragão: pele morena e cabelos castanho avermelhados.

As outras mesas estavam apinadas de camponeses e peões que trabalhavam nas plantações dos campos quase inférteis da região. A taberna estava movimentada, e Barhend observou por alguns instantes o andar macio de Kassandry, a taberneira, bailando entre as mesas. Um grupo de músicos se preparava para subir ao palco, enquanto um bardo solitário tomava um drinque no balcão. O cheio de álcool e suor impregnava no ar, assim como o sabor seco da poeira do deserto.

Eram quatro músicos: um trazia a rabeca, outro um violino e o terceiro se encarregava de um tamborete. A quarta era uma dama jovial, que ergueu sua mão e, quando se fez notar por todos na taberna, falou: Continuar lendo