[Resenha] Passagem para a escuridão

Olá pessoal. Após algum tempo de inatividade, volto a escrever no blog, desta vez trazendo resenha de obra nacional.

Obra: Passagem para a escuridão

Autor: Danilo Sarcinelli

Editora: independente (disponível na Amazon e no site do autor)

Gênero: fantasia sombria

Páginas: 298

Sinopse:

Guiados pela crença no deus-sol Ravi, que ajudou a humanidade a derrotar a Legião Negra do demônio Arkmal, a família Dante tornou a Tibéria um reino próspero e pacífico. Ou, pelo menos, é o que parece na superfície.

Quando o herdeiro ao trono César Dante é exilado após um ato impensável, a corte tiberiana divide-se em facções com planos próprios para o reino. E estão dispostos a tudo para garantir que consigam chegar ao poder.

Às vésperas do aniversário de dezoito anos do príncipe Lúcio Dante, um atentado põe em movimento um plano que mudará a Tibéria e os reinos vizinhos para sempre.

cover

Passagem para a escuridão é uma boa pedida para quem procura uma trama fantástica nacional. O livro não é perfeito, mas pode-se dizer que Danilo entrou com o pé direito no hall dos autores brasileiros, já preparando o terreno para o próximo volume. Continuar lendo

Anúncios

Oscar literário 2017: premiados

Ladies and gentlemen, the Oscar goes to…

Enfim, é chegada a hora de revelarmos os vencedores dessa segunda edição do Oscar Literário aqui no blog. Lembrando que isso é uma tag criada pelo blog Sem Serifa, confiram a tag deles também. Se ainda não viu, confiram a lista com os indicados. E semana passada entrevistamos todos os cinco autores nacionais indicados. Procurem as entrevistas no blog, então bem legais 🙂

E agora, sem mais delongas, eis os grandes vencedores da noite. Continuar lendo

Oscar Literário | Entrevista: Thiago d’Evecque

Hoje trazemos nossa quarta entrevista com os indicados na categoria “Melhor autor nacional” do Oscar Literário. Conheçam o Thiago d’Evecque.

unnamed

Para começar, apresente-se aos leitores. Fale um pouco sobre você.

Meu nome é Thiago d’Evecque e sou escritor, jornalista, carioca e autor de Limbo e de alguns contos. Tento tocar ukulele e sou um amante das coisas refinadas da vida: chouriço, paçoca e — prepare-se — pão com requeijão e Toddy (ou Nescau, se você não tiver bom gosto). Não são coisas separadas, é tudo junto. Sim, é o que parece: eu passo requeijão no pão e salpico o Toddy, o pó, por cima.

Também sou bem estranho, como ficou claro.

Gosto de ler de tudo — de Dan Brown a Tolkien —, mas prefiro fantasia. Meus autores favoritos são Terry Pratchett e Douglas Adams e eles são os culpados diretos por eu ter começado a escrever. Nunca vou perdoá-los.

Tudo relacionado a fantasia me atrai, desde séries até videogames (atualmente jogando Disgaea 2 novamente). São fontes de inspiração e ideias inesgotáveis para mim.

Tenho um blog, o pequenosdeuses.com.br, onde falo sobre escrita, histórias, filmes e tudo mais, apesar de ninguém nunca me pedir. Sou faixa preta em procrastinação e até [continuar depois]

Continuar lendo

Oscar Literário | Entrevista: Má Matiazi

Continuando com nossa série de entrevistas dos escritores indicados na categoria ‘Melhor autor nacional’ do Oscar Literário 2017, hoje trazemos Má Matiazi, autora de O feiticeiro.

ma-matiazi

Para começar, apresente-se aos leitores. Fale um pouco sobre você.

Eu sou a Má Matiazi, que assina os livros como M. Matiazi e os documentos como Marina. Não gosto de usar meu nome sempre ou falar para qualquer pessoa, acho que é meu lado Rumpelstiltskin.

Nasci e vivo em Curitiba, tenho 31 anos e além de escrever também sou ilustradora e tenho uma banda. Antes do Feiticeiro eu lancei meu primeiro livro, locado no mesmo universo, chamado Três e ano passado me lancei como quadrinista com Morte Branca.

Continuar lendo

[TAG] Oscar Literário 2017: indicados

Ano passado rolou aqui no blog o Oscar Literário. É uma tag muito legal que vi primeiro no blog Sem Serifa, mas que muitos outros blogs já participaram. A ideia é homenagear os livros lidos ano passado e escolhermos as melhores leituras através de um concurso estilo Oscar.

As regras são:

– Fazer entre 3 e 5 indicações em cada categoria;

– Indicar apenas livros que você leu no ano passado;

– Criar um post para as indicações e, depois de algum tempo (de preferência, na semana do Oscar), um post para a premiação.

Vi pela blogosfera muita gente fazendo a tag, mas não necessariamente a criada pelo Sem Serifa. Até as categorias eram diferentes. Aqui também tomei a liberdade de alterar algumas categorias.

Mas enfim, sem mais delongas, eis os indicados:

Melhor livro estrangeiro

Androides sonham com ovelhas elétricas? (Philip K. Dick)

O oceano no fim do caminho (Neil Gaiman)

A mão esquerda da escuridão (Ursula K. Le Guin)

A menina submersa: Memórias (Caitlín R. Kiernan)

A viagem ao centro da terra (Julio Verne) Continuar lendo

As crônicas de Erys – capítulo 5

Olá pessoal! Ontem finalmente terminei de reescrever meu livro. Ele está bem diferente da versão que escrevi em 2015. Espero que as mudanças tenham melhorado o texto. Agora vou dar um pouco de tempo, depois vou revisar o texto. Mas como prometido, aqui vai o último capítulo de amostra do meu livro. Espero que apreciem. Até a próxima.

 


 

Capítulo 5 – O cartomante

 

O Feiticeiro entrou no prostíbulo e dirigiu-se ao balcão a passos comedidos. Não reconheceu o taberneiro.

— Não vejo Jöeba — disse, sentando-se. — Então é seguro supor que você é Rantö?

O taberneiro olhou de canto de olho, enquanto enxugava um copo.

— Não estou mais de cama, então Jöeba terminou seus serviços por aqui. E você é?

— Mueljen.

— Foi o que eu pensei. Jöeba falou sobre você. E seus amigos.

— Por falar nisso, onde ele está?

— Jöeba? Eu não sei. Acho que saiu da cidade. Só estava aqui de passagem mesmo. Algo para beber?

O Feiticeiro fez que não. Olhou em volta, mas ninguém parecia reparar nele. Estavam muito ocupados alimentados seus libidos. Deslizou uma moeda de ouro pelo balcão.

— Pelo seu silêncio.

Rantö pegou o vintém e indicou com a cabeça a porta que dava aos fundos do prédio.

— Você sabe o caminho. Um dos seus comparsas já está lá. — Mueljen levantou-se, mas quando deu dois passos, o taberneiro chamou-o. — Ei, amigo. O rapaz está chateado. A ruiva fugiu com Jöeba. A bebida é por conta da casa.

Ele agradeceu por isso e foi até os fundos. Desceu as escadarias empoeiradas. Chegando ao porão, encontrou o Paladino com um copo de aguardente na mão e lágrimas no rosto. Continuar lendo

As crônicas de Erys – capítulo 2

Como eu sou muito lesado, da última vez que eu postei um capítulo do meu livro, eu postei o capítulo 3, dizendo ser o capítulo 2. Para remediar este mal, agora sim eu postarei o verdadeiro capítulo 2. Espero que gostem 🙂

Leiam os outros capítulos

Prólogo

Capítulo 1

Capítulo 3


Capítulo 2 – O bêbado, o feiticeiro e a pupila

Barhend estava sentado no canto mais escuro da Taberna do Dragão Solitário, numa mesa ao fundo do salão, quase escondido na penumbra. A noite era fria, mas o ar ali era caloroso. De onde estava, via todo o recinto. Na mesa mais próxima, um casal comia em silêncio uma refeição simples. Poderiam ser pai e filha, não fosse tão distintos fisicamente. O homem era alto e magro, pele pálida e cabelos pretos desgrenhados. Trajava roupas escuras e um casaco negro. Aparentava ter meia idade. Já a garota devia ter uns nove ou dez anos. Era baixa e tinha os traços do Dragão: pele morena e cabelos castanho avermelhados.

As outras mesas estavam apinadas de camponeses e peões que trabalhavam nas plantações dos campos quase inférteis da região. A taberna estava movimentada, e Barhend observou por alguns instantes o andar macio de Kassandry, a taberneira, bailando entre as mesas. Um grupo de músicos se preparava para subir ao palco, enquanto um bardo solitário tomava um drinque no balcão. O cheio de álcool e suor impregnava no ar, assim como o sabor seco da poeira do deserto.

Eram quatro músicos: um trazia a rabeca, outro um violino e o terceiro se encarregava de um tamborete. A quarta era uma dama jovial, que ergueu sua mão e, quando se fez notar por todos na taberna, falou: Continuar lendo