[Resenha] Ardil-22

Olá, pessoal! Hoje trago nova resenha aqui no blog. Trata-se do clássico, porém pouco conhecido, romance de Joseph Heller, Ardil 22.

Obra: Ardil-22

Autor: Joseph Heller

Editora: BestBolso

Gênero: romance satírico

Páginas: 560

ardil22

O livro é ambientado na segunda guerra, e nele acompanhamos a saga do capitão Yossarian, um bombardeador da Força Aérea Americana. Este livro consagrou o autor, Joseph Heller, e a história é inspirada livremente em sua experiência pessoal durante a guerra. A trama se desenrola, na maior parte, na ilha de Pianosa, onde se localiza o acampamento do esquadrão de Yossarian. Continuar lendo

Sobre a Arte da Escrita | Diálogos: como eles podem enriquecer seu texto

Resolvi criar uma coluna sobre dicas de escrita aqui no blog. Não que isso vá se tornar algo rotineiro (afinal, o que é rotineiro aqui neste blog semi-abandonado pelo blogueiro?). Talvez essa coluna nem passe desta postagem. Só sei que toda vez que eu tiver algo que julgar relevante para falar sobre o assunto, talvez eu fale (o fator preguiça também entra nessa equação).

Talvez você esteja perguntando com que propriedade eu falo sobre esse assunto. Em outras palavras: quem sou eu na fila do pão literário? Quase ninguém, para falar a verdade. Minhas credenciais nesse tópico resumem-se a minha experiência como leitor\aspirante a cinéfilo, alguma experiência com escrita (que não passa de uns poucos contos e um romance ainda não publicado) e uma dose de bom senso. Mas aprendi uma coisa ou outra sobre escrita enquanto estudava para finalizar meu romance. Espero que baste. Feito este disclaimer, podemos prosseguir.

Meu objetivo é tentar te convencer de como diálogos pode ser um recurso literário muito útil e, se usados de maneira inteligente, como tornam o texto mais rico. Eu, como escritor, gosto muito de utilizá-los. Meu texto é praticamente só isso. Bem, é coisa de estilo. Diálogos são a alma do texto. Se eu conseguir te convencer disso no final desta postagem, terei cumprido minha missão.

Vamos pensar assim: qual o objetivo de um livro? Contar uma história. Sim, mas não somente isso. A trama não é tudo em um romance. Um bom livro tem personagens cativantes, que devem ser construídos de maneira inteligente. Um bom livro não subestima seu leitor, dando todas as informações de mão beijada: ele tem subtexto, mensagens nas entrelinhas, temas sendo explorados. Alguns diriam que um bom livro faz mais uso de ‘show’ em vez de ‘tell’ ou não enche o saco do leitor com infodumps. Tomemos isso como premissa, para não ofender os mais sensíveis. Enfim, um bom livro tem tudo isso. E existem várias formas de se trabalhar esses elementos. Não tecerei comentários sobre todas essas maneiras. Veremos como fazer tudo isso utilizando um bom diálogo. Continuar lendo

Oscar literário 2017: premiados

Ladies and gentlemen, the Oscar goes to…

Enfim, é chegada a hora de revelarmos os vencedores dessa segunda edição do Oscar Literário aqui no blog. Lembrando que isso é uma tag criada pelo blog Sem Serifa, confiram a tag deles também. Se ainda não viu, confiram a lista com os indicados. E semana passada entrevistamos todos os cinco autores nacionais indicados. Procurem as entrevistas no blog, então bem legais 🙂

E agora, sem mais delongas, eis os grandes vencedores da noite. Continuar lendo

Indicação da semana | [Filme] Deus da carnificina

Continuando a coluna na qual eu indicarei livros, filmes, músicas ou qualquer outra coisa que achar interessante, hoje falarei sobre Deus da carnificina.

Título: Deus da carnificina (Original: Carnage)

Diretor: Roman Polanski

Gênero: drama\comédia

Ano: 2011

Duração: 80 min

carnage_poster

Este é um filme baseado na peça de teatro Le Dieu du carnage (“O deus da carnificina”) da roteirista e atriz francesa Yasmina Reza. A adaptação ficou por conta do diretor Roman Polanski (O bebê de Rosemary, O pianista, Chinatown) e conta com um elenco de peso, como é possível ver no poster acima. Continuar lendo

Indicação da semana | [Música] Mazzy Star

Resolvi criar uma nova coluna aqui no blog, a fim de aumentar a frequência das publicações. A partir de hoje, todo domingo teremos a Indicação da semana. A ideia é recomendar, toda semana, alguma coisa. Vale qualquer coisa: música, filme, livro, série, anime, HQ, mangá, blog, vídeo, documentário, etc. A ideia surgiu de uma ideia antiga que tentei por em prática no blog, mas não vingou: a Newsletter. Dava muito trabalho escrevê-la toda semana. Porém, uma simples indicação é algo rápido e simples.

Portanto, sem mais delongas, vamos à sugestão desta semana.

Abrindo com chave de esta coluna, temos a banda de rock alternativo Mazzy Star. Ela foi fundada em 1989, em Santa Monica, California. Segundo a Wikipedia, o estilo da banda varia entre folk, dream pop e neo-psicodelia. Não importa os rótulos, o fato é que eu gosto do estilo deles. E, principalmente, da voz da vocalista, Hope Sandoval. É um das mais belas vozes que já ouvi. Recomendo os álbuns So tonight that I might see e Among my swan. Continuar lendo

[Resenha] Hellraiser – renascido do inferno

Sem lágrimas, por favor. É um verdadeiro desperdício de bom sofrimento

Obra: Hellraiser – renascido do inferno

Autor:Clive Baker

Editora:DarkSide Books

Gênero: Horror

Número de páginas: 160

hellraiser

Hellraiser – Renascido do inferno é a primeira obra que li deste gênero, que é o horror mais gore. Confesso que esperava outra coisa, mas a realidade me surpreendeu, de forma positiva. Nunca assisti ao filme baseado no livro, o que é bom, pois deixará essa resenha livre de comparações.

O conceito do livro é bem interessante. Somos apresentados, logo no começo, aos Cenobitas, que são uma espécie de seres de outra dimensão, bastante originais. O livro começa com o personagem Frank tentando invocar tais criaturas, pois ele deseja experimentar sensações de prazer extremas, que supostamente os Cenobitas podem oferecer. É claro que a coisa dá errado, e Frank descobre da pior maneira que o conceito de prazer para este seres é diferente do nosso. A história em si começa quando Rory, o irmão de Frank, muda-se com sua esposa Julia para a casa onde o irmão fizera o ritual de conjuramento.

Pois bem, o primeiro capítulo é primoroso. A maneira como o autor descreveu a experiência de Frank, com todas aquelas sensações extremas, foi sublime. Baker conseguiu expressar em palavras o inexpressável aos sentidos humanos, tão limitados e frágeis. O primeiro capítulo já vale o livro todo. Depois a qualidade cai um pouco, mas nada muito grave. O autor soube construir o suspense necessário, e o clímax da história não deixa a desejar.

Já os personagens eu achei meio fracos. O autor não perde tempo caracterizando-os, ou explorando o drama deles. A construção de personagens poderia ser melhor, e realmente não cheguei a me apegar a nenhum deles. Além disso, achei suas motivações bem toscas. Em resumo: são personagens genéricos de histórias de terror.

Já a escrita de Baker me agradou bastante. Ela é leve e flui bem. A leitura não é nada cansativa, e dá para ler o livro numa sentada. A linguagem é maravilhosa, quase poética, o que me surpreendeu em um livro de terror.

Até o inverno – a estação mais dura e implacável – com a aproximação de fevereiro, sonha com a chama que o derreterá. Tudo fadiga com o tempo, e começa a buscar alguma oposição para salvar-se de si próprio.

Em resumo, este livro foi uma grata surpresa. Já quero ler mais do autor.

[TAG] Oscar Literário 2017: indicados

Ano passado rolou aqui no blog o Oscar Literário. É uma tag muito legal que vi primeiro no blog Sem Serifa, mas que muitos outros blogs já participaram. A ideia é homenagear os livros lidos ano passado e escolhermos as melhores leituras através de um concurso estilo Oscar.

As regras são:

– Fazer entre 3 e 5 indicações em cada categoria;

– Indicar apenas livros que você leu no ano passado;

– Criar um post para as indicações e, depois de algum tempo (de preferência, na semana do Oscar), um post para a premiação.

Vi pela blogosfera muita gente fazendo a tag, mas não necessariamente a criada pelo Sem Serifa. Até as categorias eram diferentes. Aqui também tomei a liberdade de alterar algumas categorias.

Mas enfim, sem mais delongas, eis os indicados:

Melhor livro estrangeiro

Androides sonham com ovelhas elétricas? (Philip K. Dick)

O oceano no fim do caminho (Neil Gaiman)

A mão esquerda da escuridão (Ursula K. Le Guin)

A menina submersa: Memórias (Caitlín R. Kiernan)

A viagem ao centro da terra (Julio Verne) Continuar lendo