Oscar literário 2017: premiados

Ladies and gentlemen, the Oscar goes to…

Enfim, é chegada a hora de revelarmos os vencedores dessa segunda edição do Oscar Literário aqui no blog. Lembrando que isso é uma tag criada pelo blog Sem Serifa, confiram a tag deles também. Se ainda não viu, confiram a lista com os indicados. E semana passada entrevistamos todos os cinco autores nacionais indicados. Procurem as entrevistas no blog, então bem legais 🙂

E agora, sem mais delongas, eis os grandes vencedores da noite. Continuar lendo

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[Resenha] Limbo

Olá, pessoal! Hoje trago uma resenha que já deveria ter feito há muito tempo. Trata-se da obra Limbo, do Thiago D’evecque.

 

Obra: Limbo

Autor: Thiago d’Evecque

Editora: publicação independente (ebook disponível na Amazon)

Gênero: dark fantasy

Número de páginas: 165

Sinopse:

O Limbo é para onde todas as almas vão após a morte. Além de humanos, deuses esquecidos e espíritos lendários também vagam pelo plano. Muitas almas sabem exatamente onde estão e por que; a maioria, entretanto, ainda tem a impressão de estar viva. A morte é um hábito difícil de se acostumar.

Um dos espíritos residentes no Limbo acorda sem nenhuma lembrança de sua identidade. Ele descobre que a Terra está prestes a ser destruída pelos próprios humanos e fica encarregado de enviar doze almas heroicas de volta. Elas reencarnarão no plano dos homens e tentarão reverter o quadro apocalíptico.

Contudo, poucas almas encaram o retorno com bons olhos. O espírito deve, então, forçá-las. Armado, de preferência. Assim, resolve visitar um velho amigo: Azazel, anjo ferreiro e primeiro escolhido da lista.

limbo

A premissa do livro é bem clara. Temos o protagonista\narrador que acorda sem memória no Limbo. Apesar de não lembrar que é, ele sabe que tem uma missão: enviar de volta para a Terra 12 almas que estavam esquecidas no Limbo, na esperança de salvar a humanidade. Um a um, ele vista os escolhidos e tenta convencê-los a retornar (ou força-los a isso). A primeira vista, pode parecer algo repetitivo. E de fato, o começo é. Mas a coisa melhora a partir da quarta alma. O legal é que todas as doze almas são figuras conhecidas da cultura popular (ou pelo menos em alguma cultura; por exemplo, a segunda alma, Tomoe Gozen é uma guerreira lendária japonesa). Cada uma das almas tinha uma característica prezada pelo narrador, que, na sua visão, seria útil para a salvação da humanidade. Continuar lendo

[Newsletter] #03 – Lost, easter eggs, Star Wars e um desafio

Ponto de Acumulação

(de ideias, fatos e pensamentos)

 

O que repousa na sombra da estátua? (ou porque resolvi me tornar escritor)

Todo viciado possui sua droga de entrada. Aquela que lhe introduziu no mundo dos vícios. Não importa qual seja o vício, é certo que houve o primeiro. No caso do meu vício em séries de TV, minha porta de entrada foi Lost. E foi por causa deste seriado que resolvi me tornar escritor.

Lost não é a melhor série que já foi produzida. Mas ela foi um grande marco. Pioneira. Merece algum crédito. Seu problema é que os roteiristas se perderam (sim, o trocadilho foi intencional; sim, foi um trocadilho ruim). Mas apesar dos pesares, eu gostei. Não direi que não gostei do final, mas ao contrário de muita gente com quem conversei, ele pareceu bem claro para mim.

O motivo para eu apreciar tanto esta série é certamente o mesmo de ela ter feito tanto sucesso. É o fato de a trama ser recheada de mistérios. Mistérios atiçam a curiosidade. Atiçaram a minha. Atiçaram a milhões de fãs mundo a fora. Queríamos saber o que vinha depois; queríamos entender que p&@* estava acontecendo naquela ilha. Simples assim. Os caras sabiam como prender nossa atenção. Os fãs eram tão obcecados com a trama que discutiam teorias em fóruns na internet. (Eu era mais o cara que lia as teorias, mas tudo bem.) Continuar lendo

[Resenha] A Menina Submersa

 

Obra: A Menina Submersa: Memórias

Autora: Caitlín R. Kiernan

Editora: DarkSide

Gênero: Terror psicológico\ Dark fantasy

Número de páginas: 317

Sinopse:

Acho que qualquer tentativa de escrever uma sinopse deste livro não será 100% eficaz. Sério mesmo.

 

a-menina-submersa-edicao-colecionado

 

OK, é o seguinte: não sei o que escrever. Na verdade, não sei como começar esta resenha. É sério. Sinto que esta será a resenha mais dura que escreverei e se manterá neste posto por um bom tempo. Preciso de alguma inspiração para começar a falar sobre este livro. Então decido que ouvirei Imaginary, do Evanescence. Não a versão do Origen; é a versão do Fallen que eu quero. É mais impactante.

Sei que estou enrolando. Sei muito bem disso. Então vamos aos fatos:

A Menina Submersa não é um livro fácil. Não mesmo. Li o primeiro capítulo e tive que dar uma pausa. Este não é um livro para ler em uma sentada só. Ele é denso e trata de temas delicados de uma forma tão simbólica e metafórica que você tem que parar algumas vezes. Também há muitas referências e analogias. E, devido à forma como a autora escreve, o ritmo se torna lento. Até demais.

‘Vou escrever uma história de fantasmas agora’, ela datilografou. ‘Uma história de fantasmas com uma sereia e um lobo’, datilografou mais uma vez.
Eu também datilografei

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