As crônicas de Erys – capítulo 4

Terminei de escrever a quarta parte do meu livro. Como prometido, estou liberando o capítulo 4 da história. É o penúltimo capítulo que liberarei como amostra. Espero que gostem. Críticas, comentários e sugestões são bem vindos.

Leia os também os outros capítulos liberados:

Prólogo | Capítulo 1 | Capítulo 2 | Capítulo 3


Capítulo 4 – Lágrimas de Asun

Arisha não conteve sua curiosidade. Disse ao conselheiro Klëmayn:

— É um pouco estranha essa comitiva do conselheiro Äiden, não acha?

O velho olhou em direção à comitiva a sua frente e falou:

— De fato, é a mais diversificada. Mas não é de se admirar. A excentricidade do conselheiro Äiden é conhecida em toda a cidade. — Eles chegaram à charrete, onde já se encontravam a conselheira Nörah e seu filho. — Primeiro as damas.

A lyasse entrou e fez um leve aceno aos dois que já estavam lá. Klëmayn acomodou-se ao seu lado.

— Ouvi que estavam falando de alguém excêntrico — a conselheira falou. — Acho que não é difícil adivinhar de quem se tratava. As opções são poucas.

Arisha não soube o que dizer, mas Klëmayn deu um risinho e falou:

— A fama de Äiden o precede. Tem algumas ideias revolucionárias, mas é um homem de bom coração.

— Bastante revolucionárias, eu diria — Nörah comentou. — Onde já se viu convidar um camponês para o baile de honra.

— Quem são eles, afinal? — Klëmayn perguntou.

— O sujeito é um caçador. — a conselheira informou. — É o representante de uma das vilas da floresta. Veio para o Festival entregar as oferendas e trouxe a filha junto.

Arisha recordou o rosto do camponês, então comentou:

— Não acha que ele é muito jovem para ter uma filha daquela idade? Quantos anos ele tinha quando ela nasceu? Quatorze? Quinze?

— Ou menos — Nörah disse. — Quem se importa? Esses colonos não sabem quando parar quando conhecem os prazeres da carne.

Arisha continuava curiosa.

— A menina tem traços do clã da Lua. Mais que isso, viram os cabelos dela? A garota é tocada pela lua. Continuar lendo

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Quem interpretaria os personagens do meu livro no cinema?

Para quem não sabe, estou participando do NaNoWriMo este ano. A escrita anda num ritmo meio lento, e acho que não vou atingir a meta a tempo, mas sem problemas. Pois bem, mas está rolando um desafio diário. A princípio o desafio consiste em postar fotos no Instagram referentes ao tema proposto no dia, mas eu estou postando no meu Facebook mesmo. O desafio do dia de hoje, porém, merece uma postagem no blog.

Desafio do dia 22: quem interpretaria seu protagonista em um filme?

Meu livro tem vários protagonistas. Mesmo se eu escolhesse um, não ia ficar legal, pois todos são relevantes. Então resolvi apelar e fazer logo o cast completo de uma possível adaptação do meu livro para o cinema (se bem que uma série com uns 10 episódios é mais apropriado, dado o tamanho da história). Não foi fácil escolher, pois queria atores os mais próximos possíveis de como eu imagino meus personagens. Ainda levei em conta a etnia (quis que todos que interpretariam personagens do clã da Espada tivessem traços asiáticos, e os do clã Dragão tivessem traços latinos, por exemplo). E tentei pegar uns atores bons, pelo menos para personagens importantes. Depois de muito pensar, cheguei a este resultado.

Nota: nomes marcados com um asterisco * são personagens com capítulos POV.



Benedict Cumberbatch como Myrv’\Lyuzäk*

Lyuzäk é o líder da Trupe Celestial, uma gangue de treze mercenários (codinome: Mestre, tatuagem: cristal. Sim, todo membro da Trupe tem um codinome e uma tatuagem, representando um dos treze signos). Seu verdadeiro nome é Myrv’khuf e descobre-se logo no começo que ele é um dos Emissários do Caos, ou seja, um subordinado de uma entidade conhecida apenas como Mestre do Caos ou Grande Mestre (leia o prólogo da história). Mas ele tem sua lealdade testada quando começa a se envolver com os humanos, especialmente quando adota uma para ser sua filha.

Sua afinidade mágica é extensiva\espiritual\elemental (telecinesia, manipulação de energia mecânica, cura espiritual, envenenamento espiritual, pirogênese, manipulação térmica). Espécie: sabe-se apenas que não é humano, mas se disfarça de um. Continuar lendo

As crônicas de Erys – capítulo 3

Olá, pessoal! Hoje eu trago mais um capítulo da história que estou escrevendo. Espero que gostem 🙂

Outros capítulos:

Prólogo

Capítulo 1

Capítulo 2

 


Capítulo 3 – A garota da tatuagem de serpente

O mercado estava apinado de gente. Aquele ar pesado fedido a suor e comida azeda impregnava nas narinas de Arisha. Era tanto gente que ela se sentia sufocada, apertada. Apenas mais um no meio daquele mar de pessoas. Parou em uma barraca qualquer e comprou algumas frutas. Comeu uma delas ali mesmo e seguiu seu caminho.

Atravessou todo o mercado, passando por todas as barracas. No fim da rua, havia um mendigo. Era um sujeito imundo, a barba grande e os cabelos desgrenhados. Moscas voavam ao redor dele, e o fedor que exalava era forte. Arisha desviou do caminho, indo para o outro lado da rua. Parou.

Maldição! Eu e meu coração mole!

Voltou, mas quase desistiu quando aquele odor subiu como um bafo de dragão. O indigente parecia dormir, mas quando ela chegou perto, ele ergueu a cabeça. Seu olho esquerdo era branco e cego, mas o direito era de maravilhoso tom esverdeado. Arisha colocou a sacola com as frutas na frente do homem e disse:

— Tome, é seu. Para matar sua fome.

O sujeito tossiu.

— Que outros como eu encontrem outras como você, moça. Obrigado, muito obrigado.

Ela sorriu sem jeito, levantou-se e seguiu o caminho até seu destino.

***

Quando entrou entrou no bordel, sentiu todos os olhares masculinos, sedentos e desejosos, sobre ela. O thy do ambiente era pesado, ácido, luxurioso. A sala principal cheirava a sexo e a bebida de segunda qualidade que era servida no bar.

Maldição, Inbert! Não poderia ter escolhido um local mais apropriado para esconderijo? Continuar lendo

Camp NaNoWriMo – Estarei lá

Olá, pessoal! Então, para quem não sabe eu participei da edição de 2014 do NaNoWriMo. Como eu já expliquei aqui, o National Novel Writing Month é uma espécie de projeto que busca incentivar escritores iniciantes a escreverem suas obras. Todo ano, durante o mês de novembro, os participantes são desafiados a escrever um esboço de livro com no mínimo 50 mil palavras. Isso mesmo, 50 mil palavras. Um desafio e tanto. São pouco mais de 1.600 palavras por dia, todos os 30 dias do evento. O objetivo não é competir para ver quem escrever mais ou melhor. É mais um desafio pessoal, de atingir a meta das 50 mil palavras. Continuar lendo