[Resenha] O feiticeiro – volume 1: O estrangeiro

Olá, pessoal! Hoje trago mais uma resenha de um livro nacional. Conheci o trabalho da Má Matiazi através do Catarse e resolvi apoiar. Finalmente arranjei tempo para ler.

Obra:O feiticeiro – volume 1: O estrangeiro

Autor: Má Matiazi

Editora: Espectral edições

Gênero: Fantasia medieval

Número de páginas:480

o-feiticeiro

Pois bem, o livro conta a história de Andy Mideline. Em seu mundo comum, ele vive em uma pequena aldeia em um reino distante, afastado das grandes cidades e reinos. Nota-se, logo no início, que ele é especial, sendo sensível à magia. Ele é o sétimo filho de seus pais, e vive bem e feliz com eles e seus dez irmãos. Seu pai, porém, esconde um grande segredo, e pouco fala sobre suas origens nebulosas.

Então, como toda boa aventura, acontece o chamado à aventura. Andy descobre ser o herdeiro do trono do reino de Elderwood e vê-se forçado a deixar a família para morar em uma terra distante e desconhecida. Daí, eu imagino, o nome deste primeiro volume. Mesmo sendo o futuro soberano do reino, Andy sente-se um estrangeiro naquelas terras, longe da família e de seus costumes, tendo ainda que aturar uma relação conturbada com seu avô, o rei Lucius III. Há ainda outros aspectos que talvez expliquem o título ‘o estrangeiro’, mas não vou falar para evitar spoilers. Continuar lendo

As crônicas de Erys – capítulo 3

Olá, pessoal! Hoje eu trago mais um capítulo da história que estou escrevendo. Espero que gostem 🙂

Outros capítulos:

Prólogo

Capítulo 1

Capítulo 2

 


Capítulo 3 – A garota da tatuagem de serpente

O mercado estava apinado de gente. Aquele ar pesado fedido a suor e comida azeda impregnava nas narinas de Arisha. Era tanto gente que ela se sentia sufocada, apertada. Apenas mais um no meio daquele mar de pessoas. Parou em uma barraca qualquer e comprou algumas frutas. Comeu uma delas ali mesmo e seguiu seu caminho.

Atravessou todo o mercado, passando por todas as barracas. No fim da rua, havia um mendigo. Era um sujeito imundo, a barba grande e os cabelos desgrenhados. Moscas voavam ao redor dele, e o fedor que exalava era forte. Arisha desviou do caminho, indo para o outro lado da rua. Parou.

Maldição! Eu e meu coração mole!

Voltou, mas quase desistiu quando aquele odor subiu como um bafo de dragão. O indigente parecia dormir, mas quando ela chegou perto, ele ergueu a cabeça. Seu olho esquerdo era branco e cego, mas o direito era de maravilhoso tom esverdeado. Arisha colocou a sacola com as frutas na frente do homem e disse:

— Tome, é seu. Para matar sua fome.

O sujeito tossiu.

— Que outros como eu encontrem outras como você, moça. Obrigado, muito obrigado.

Ela sorriu sem jeito, levantou-se e seguiu o caminho até seu destino.

***

Quando entrou entrou no bordel, sentiu todos os olhares masculinos, sedentos e desejosos, sobre ela. O thy do ambiente era pesado, ácido, luxurioso. A sala principal cheirava a sexo e a bebida de segunda qualidade que era servida no bar.

Maldição, Inbert! Não poderia ter escolhido um local mais apropriado para esconderijo? Continuar lendo

Meus microcontos escambau

Olá, pessoal! Para que não sabe, a galera do site Escambau organizou mês passado o I Prêmio Escambau de Microcontos. Funcionava assim: todo dia eles sorteavam uma palavra diferente, e os participantes deveriam escrever um microconto de até 300 caracteres (com espaço) com tal palavra. Toda semana acontecia uma votação e os melhores microcontos eram selecionados.

Eu participei, com pelo menos um conto todo dia. Para mim, foi uma experiência muito boa. Escrever microcontos é um esporte completamente diferente. Exige um poder de síntese muito grande. Tocar o leitor com poucas palavras é complicado. Mas eu fiz, e teve uns microcontos meus que gostei muito. Outros nem tanto. E foi legal ver mais gente engajada, postando textos muito bons. Eram mais de cem microcontos por dia!

Para comemorar o fim deste mês micro-literário, resolvi postar aqui todos os microcontos que escrevi para o desafio. Alguns dias cheguei a postar mais de um, pois a imaginação estava à todo vapor. Alguns microcontos estão conectados. Vide, por exemplo, os microcontos do dia 03 e do dia 26, ou dia 13 e dia 26 . Aliás, muitos deles contam um pouco da vida de Ana, uma personagem que acabei inventando durante o desafio.

Então vamos lá!


Semana 1

(veja o top 35 da primeira semana)

PALAVRA DO DIA 02/10/16: Piloto

Acordar. Escovar os dentes. Vestir-se. Pegar o ônibus. Labutar feito cão. Socializar. Forçar um sorriso. Almoçar. Encarar a hora do rush. Chegar em casa cansado. Jantar. Dormir. Sonhar.

Liga teu piloto automático e finge que é feliz. Continuar lendo

A luz está vencendo

Quando me disseram que eu deveria assistir True Detective porque a série era pura poesia, achei isso puro exagero. Mas quem me recomendou é uma pessoa com bom senso, então supus que a série seria muito boa e que valeria a pena assistir.

Até agora vi somente a primeira temporada e para mim já valeu a experiência. E não havia exagero nas palavras de meu amigo. É pura poesia. Há muitos diálogos incríveis e profundos, mas o melhor, na minha opinião, é este. Quero deixá-lo registrado aqui. Quem sabe no futuro minha memória falhe e pelo menos terei esta postagem para me fazer recordar tão poéticas palavras.

(Aviso de possíveis spoilers à frente. É por sua conta e risco.)

Rust: Vou te dizer, Marty. Estive naquele quarto, olhando pela janela, pensando… Só existe uma história. A mais antiga.

Marty: Qual é?

Rust: Luz versus Escuridão.

Marty: Bem, não estamos no Alasca, mas parece-me que a escuridão tem muito mais território.

Rust: Sim. Você está certo.

Momentos depois, Rust retoma o assunto anterior:

Rust: Acho que você está entendendo errado, sobre o assunto do céu.

Marty: Ah, é?

Rust: Antigamente, só havia escuridão. Na minha opinião, a Luz está vencendo.

 

A Feira de Jyrió

Olá, pessoal! Faz algum tempo que não posto nada no blog. Para mantê-lo ativo, resolvi postar algumas coisas do livro que estou escrevendo. Sim, para quem não sabe, estou escrevendo um livro, e se tudo der certo pretendo publicá-lo ano que vem. Chama-se “As Crônicas de Erys”.  Eu disponibilizo alguns capítulos para degustação no Wattpad.

O poema abaixo é uma antiga canção na mitologia do clã da Lua, um dos treze clãs humanos que habitam Erys. Chama-se a “A Feira de Jyrió” e conta a história de um jovem cavaleiro que se apaixonou por uma violinista que conheceu na famosa Feira de  Jyrió, o maior mercado à céu aberto do continente Niith. Espero que gostem. Continuar lendo