[Resenha] Ardil-22

Olá, pessoal! Hoje trago nova resenha aqui no blog. Trata-se do clássico, porém pouco conhecido, romance de Joseph Heller, Ardil 22.

Obra: Ardil-22

Autor: Joseph Heller

Editora: BestBolso

Gênero: romance satírico

Páginas: 560

ardil22

O livro é ambientado na segunda guerra, e nele acompanhamos a saga do capitão Yossarian, um bombardeador da Força Aérea Americana. Este livro consagrou o autor, Joseph Heller, e a história é inspirada livremente em sua experiência pessoal durante a guerra. A trama se desenrola, na maior parte, na ilha de Pianosa, onde se localiza o acampamento do esquadrão de Yossarian. Continuar lendo

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[Resenha] A mão esquerda da escuridão

Olá, pessoal. Hoje trago a primeira postagem do ano. Uma resenha de um livro que deveria ter finalizado a leitura em 2016, mas só o fiz agora no início de 2017. Bem, antes tarde do que nunca 🙂

Obra: A mão esquerda da escuridão

Autor: Ursula K. Le Guin

Editora: Aleph

Gênero: Ficção científica

Número de páginas: 292

maoesquerda

“O que é um amigo num mundo onde qualquer amigo pode ser um amante quando muda a fase da lua?”

Esta, para mim, foi a frase mais marcante deste que é um dos mais espetaculares livro que já li e sintetiza bem todo o conflito antropológico da trama. A mão esquerda da escuridão é, antes de tudo, uma reflexão sobre gênero e como a nossa sociedade é moldada a partir da dualidade masculino\feminino. Continuar lendo

[Resenha] O feiticeiro – volume 1: O estrangeiro

Olá, pessoal! Hoje trago mais uma resenha de um livro nacional. Conheci o trabalho da Má Matiazi através do Catarse e resolvi apoiar. Finalmente arranjei tempo para ler.

Obra:O feiticeiro – volume 1: O estrangeiro

Autor: Má Matiazi

Editora: Espectral edições

Gênero: Fantasia medieval

Número de páginas:480

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Pois bem, o livro conta a história de Andy Mideline. Em seu mundo comum, ele vive em uma pequena aldeia em um reino distante, afastado das grandes cidades e reinos. Nota-se, logo no início, que ele é especial, sendo sensível à magia. Ele é o sétimo filho de seus pais, e vive bem e feliz com eles e seus dez irmãos. Seu pai, porém, esconde um grande segredo, e pouco fala sobre suas origens nebulosas.

Então, como toda boa aventura, acontece o chamado à aventura. Andy descobre ser o herdeiro do trono do reino de Elderwood e vê-se forçado a deixar a família para morar em uma terra distante e desconhecida. Daí, eu imagino, o nome deste primeiro volume. Mesmo sendo o futuro soberano do reino, Andy sente-se um estrangeiro naquelas terras, longe da família e de seus costumes, tendo ainda que aturar uma relação conturbada com seu avô, o rei Lucius III. Há ainda outros aspectos que talvez expliquem o título ‘o estrangeiro’, mas não vou falar para evitar spoilers. Continuar lendo

As crônicas de Erys – capítulo 4

Terminei de escrever a quarta parte do meu livro. Como prometido, estou liberando o capítulo 4 da história. É o penúltimo capítulo que liberarei como amostra. Espero que gostem. Críticas, comentários e sugestões são bem vindos.

Leia os também os outros capítulos liberados:

Prólogo | Capítulo 1 | Capítulo 2 | Capítulo 3


Capítulo 4 – Lágrimas de Asun

Arisha não conteve sua curiosidade. Disse ao conselheiro Klëmayn:

— É um pouco estranha essa comitiva do conselheiro Äiden, não acha?

O velho olhou em direção à comitiva a sua frente e falou:

— De fato, é a mais diversificada. Mas não é de se admirar. A excentricidade do conselheiro Äiden é conhecida em toda a cidade. — Eles chegaram à charrete, onde já se encontravam a conselheira Nörah e seu filho. — Primeiro as damas.

A lyasse entrou e fez um leve aceno aos dois que já estavam lá. Klëmayn acomodou-se ao seu lado.

— Ouvi que estavam falando de alguém excêntrico — a conselheira falou. — Acho que não é difícil adivinhar de quem se tratava. As opções são poucas.

Arisha não soube o que dizer, mas Klëmayn deu um risinho e falou:

— A fama de Äiden o precede. Tem algumas ideias revolucionárias, mas é um homem de bom coração.

— Bastante revolucionárias, eu diria — Nörah comentou. — Onde já se viu convidar um camponês para o baile de honra.

— Quem são eles, afinal? — Klëmayn perguntou.

— O sujeito é um caçador. — a conselheira informou. — É o representante de uma das vilas da floresta. Veio para o Festival entregar as oferendas e trouxe a filha junto.

Arisha recordou o rosto do camponês, então comentou:

— Não acha que ele é muito jovem para ter uma filha daquela idade? Quantos anos ele tinha quando ela nasceu? Quatorze? Quinze?

— Ou menos — Nörah disse. — Quem se importa? Esses colonos não sabem quando parar quando conhecem os prazeres da carne.

Arisha continuava curiosa.

— A menina tem traços do clã da Lua. Mais que isso, viram os cabelos dela? A garota é tocada pela lua. Continuar lendo

[Resenha] Brasil cyberpunk 2115 #2 – Recall

Obra:Brasil Cyberpunk 2115 #2 – Recall

Autor: Rodrigo Assis Mesquita

Editora: publicação independente

Gênero: cyberpunk

Sinopse:

As pessoas recebem um chip de identidade ao nascer. Em 2115, uma corporação lança androides indistinguíveis de humanos. O Governo contra-ataca e adota um recall para monitorar os cidadãos. “Sem chip, sem direitos”. Hel, em dúvida da sua humanidade, envolve-se em uma conspiração que pode resultar na mudança de política ou na própria morte.

recall
Vejam só outra capa linda da Gaby Firmo ❤

Este livro é o segundo volume da série Brasil cyberpunk, do Rodrigo de Assis Mesquita. Leia a resenha da primeira novela da saga aqui.

Bem, como está dito aí na sinopse, a trama começa quando o governo lança a campanha de recall, já que agora há androides muito parecidos com humanos, e esta é uma maneira de diferenciar os dois. A primeira observação que faço aqui é essa inversão de valores no texto. Na história, quem tem os chips são os humanos e não os androides. Na verdade, vai mais além. Graças aos amelhoramentos os humanos do universo de Brasil cyberpunk é que parecem ser os seres artificiais. Achei muito boa essa brincadeira de conceitos que o Rodrigo fez. A obra, de fato, é está cheia de críticas inteligente e bem-humoradas à nossa sociedade atual. Continuar lendo

As crônicas de Erys – capítulo 3

Olá, pessoal! Hoje eu trago mais um capítulo da história que estou escrevendo. Espero que gostem 🙂

Outros capítulos:

Prólogo

Capítulo 1

Capítulo 2

 


Capítulo 3 – A garota da tatuagem de serpente

O mercado estava apinado de gente. Aquele ar pesado fedido a suor e comida azeda impregnava nas narinas de Arisha. Era tanto gente que ela se sentia sufocada, apertada. Apenas mais um no meio daquele mar de pessoas. Parou em uma barraca qualquer e comprou algumas frutas. Comeu uma delas ali mesmo e seguiu seu caminho.

Atravessou todo o mercado, passando por todas as barracas. No fim da rua, havia um mendigo. Era um sujeito imundo, a barba grande e os cabelos desgrenhados. Moscas voavam ao redor dele, e o fedor que exalava era forte. Arisha desviou do caminho, indo para o outro lado da rua. Parou.

Maldição! Eu e meu coração mole!

Voltou, mas quase desistiu quando aquele odor subiu como um bafo de dragão. O indigente parecia dormir, mas quando ela chegou perto, ele ergueu a cabeça. Seu olho esquerdo era branco e cego, mas o direito era de maravilhoso tom esverdeado. Arisha colocou a sacola com as frutas na frente do homem e disse:

— Tome, é seu. Para matar sua fome.

O sujeito tossiu.

— Que outros como eu encontrem outras como você, moça. Obrigado, muito obrigado.

Ela sorriu sem jeito, levantou-se e seguiu o caminho até seu destino.

***

Quando entrou entrou no bordel, sentiu todos os olhares masculinos, sedentos e desejosos, sobre ela. O thy do ambiente era pesado, ácido, luxurioso. A sala principal cheirava a sexo e a bebida de segunda qualidade que era servida no bar.

Maldição, Inbert! Não poderia ter escolhido um local mais apropriado para esconderijo? Continuar lendo

Meus microcontos escambau

Olá, pessoal! Para que não sabe, a galera do site Escambau organizou mês passado o I Prêmio Escambau de Microcontos. Funcionava assim: todo dia eles sorteavam uma palavra diferente, e os participantes deveriam escrever um microconto de até 300 caracteres (com espaço) com tal palavra. Toda semana acontecia uma votação e os melhores microcontos eram selecionados.

Eu participei, com pelo menos um conto todo dia. Para mim, foi uma experiência muito boa. Escrever microcontos é um esporte completamente diferente. Exige um poder de síntese muito grande. Tocar o leitor com poucas palavras é complicado. Mas eu fiz, e teve uns microcontos meus que gostei muito. Outros nem tanto. E foi legal ver mais gente engajada, postando textos muito bons. Eram mais de cem microcontos por dia!

Para comemorar o fim deste mês micro-literário, resolvi postar aqui todos os microcontos que escrevi para o desafio. Alguns dias cheguei a postar mais de um, pois a imaginação estava à todo vapor. Alguns microcontos estão conectados. Vide, por exemplo, os microcontos do dia 03 e do dia 26, ou dia 13 e dia 26 . Aliás, muitos deles contam um pouco da vida de Ana, uma personagem que acabei inventando durante o desafio.

Então vamos lá!


Semana 1

(veja o top 35 da primeira semana)

PALAVRA DO DIA 02/10/16: Piloto

Acordar. Escovar os dentes. Vestir-se. Pegar o ônibus. Labutar feito cão. Socializar. Forçar um sorriso. Almoçar. Encarar a hora do rush. Chegar em casa cansado. Jantar. Dormir. Sonhar.

Liga teu piloto automático e finge que é feliz. Continuar lendo