[Resenha] O andar do bêbado

Olá pessoal! Primeiro gostaria de pedir desculpas por andar meio sumido. O fato é que este semestre eu estarei menos presente no blog, devido aos estudos. Até mesmo minhas leituras estão paradas.

Mas apesar disto, hoje eu trago uma resenha, de um excelente livro de divulgação científica. Li O andar do bêbado há alguns anos e esta resenha foi postada originalmente no meu antigo blog. Mas é sempre bom relembrar boas leituras. Sem mais delongas, vamos à resenha.

 

Obra: O andar do bêbado

Autor: Leonard Mlodinow

Editora: Zahar

Gênero: Divulgação científica

Número de páginas: 324 (edição de bolso) Continuar lendo

Anúncios

[Resenha] A Menina Submersa

 

Obra: A Menina Submersa: Memórias

Autora: Caitlín R. Kiernan

Editora: DarkSide

Gênero: Terror psicológico\ Dark fantasy

Número de páginas: 317

Sinopse:

Acho que qualquer tentativa de escrever uma sinopse deste livro não será 100% eficaz. Sério mesmo.

 

a-menina-submersa-edicao-colecionado

 

OK, é o seguinte: não sei o que escrever. Na verdade, não sei como começar esta resenha. É sério. Sinto que esta será a resenha mais dura que escreverei e se manterá neste posto por um bom tempo. Preciso de alguma inspiração para começar a falar sobre este livro. Então decido que ouvirei Imaginary, do Evanescence. Não a versão do Origen; é a versão do Fallen que eu quero. É mais impactante.

Sei que estou enrolando. Sei muito bem disso. Então vamos aos fatos:

A Menina Submersa não é um livro fácil. Não mesmo. Li o primeiro capítulo e tive que dar uma pausa. Este não é um livro para ler em uma sentada só. Ele é denso e trata de temas delicados de uma forma tão simbólica e metafórica que você tem que parar algumas vezes. Também há muitas referências e analogias. E, devido à forma como a autora escreve, o ritmo se torna lento. Até demais.

‘Vou escrever uma história de fantasmas agora’, ela datilografou. ‘Uma história de fantasmas com uma sereia e um lobo’, datilografou mais uma vez.
Eu também datilografei

Continuar lendo

[Resenha] A Chave do Monarca Azul

Obra: A chave do Monarca Azul

Autor: Bruno Moraes

Editora: publicação independente (por financiamento coletivo, via Catarse)

Gênero: horror cósmico\terror psicológico

Número de páginas: 195

Sinopse:

“65 em cada 100 crianças tem um amigo imaginário até os 7 anos de idade. 1 adulto em 7 bilhões descobre que o seu é real”

A história segue um autor de terror best seller , consagrado no cenário da ficção nacional como um dos maiores de sua geração. Às vésperas do lançamento do seu quarto romance, porém, ele recebe em casa uma correspondência que não havia encomendado. Era uma caixa. E o remetente se identificava como “Arlequim”, a entidade-pesadelo que o visitava em sua infância. E se ninguém mais sabe a respeito desta história, poderia o remetente estar falando a verdade?

Olá, pessoal! Aqui estamos com mais uma resenha para o blog. O livro de hoje é mais uma publicação de um autor independente e iniciante. O gênero é horror cósmico, mas eu diria que é mais que isso. Você entenderá quando ler o livro.

Para começar, quem é esse Monarca Azul? Além de ser uma referência ao Rei de Amarelo (pelo menos eu acho que é, um dia eu pergunto ao autor se isso procede), o Monarca Azul é uma entidade cósmica que atormentava a vida de um garotinho de sete anos. Sim, entidade cósmica, estilo Lovecraft mesmo. O cara é um figurão assustador, com uma boca que mais parece um buraco negro e uma roupa que lembra um bobo da corte. Mas de engraçado ele não tem nada. Daí o moleque batizou o ser de “Arlequim” e tentou se convencer de que era apenas um amigo imaginário, do tipo que não é divertido. Continuar lendo

[Conto] A Revelação

Naquela noite, na igreja, o pastor falava sobre amor ao próximo, boas ações, benevolência, o bom samaritano, mas seu sermão era vago; apenas palavras soltas ao vento. A Garota Revoltada estava lá, mas apenas de corpo presente, porque seu espírito estava em outro lugar. Um lugar distante da realidade, o mundo dos seus pensamentos.

Mas foi a própria realidade que lhe trouxe de volta. A dura realidade da sociedade. De repente lembrou-se do maltrapilho mendigo que mendigava na praça, quase em frente à igreja. Deu-se conta que jamais prestara atenção nele. Não realmente. Mas aquele sermão vago do pastor juntamente com a lembrança do esfomeado morador de rua abriu sua mente para uma verdade clara e seca. Uma verdade simples, inegável, mas que ninguém ousa dizer em voz alta. Uma verdade dura e afiada como uma faca de dois gumes que corta o orgulho humano.

No fim, o pastor aproximou-se da Garota e perguntou o que achou do sermão da noite.

– Foi iluminador, irmão. Acho que entendi a natureza humana.

– Ah foi? E qual é essa natureza humana?

– É bem simples. Todos nós sonhamos com um mundo melhor; um mundo belo, sem mágoa e dor; um mundo de sonhos. Mas dentre nós, são poucos aqueles que estão dispostos a se sacrificar verdadeiramente por este sonho.

E saiu a passos largos, com uma resolução pura e simples no coração.

por Renan Santos