10 motivos para você assistir Battlestar Galactica

Olá pessoal!

Rumores recentes indicam que um filme de Battlestar Galactica pode estar sendo produzido pela Universal e os fãs (e isso inclui esta pessoa que agora vos fala) estão eufóricos. Na minha opinião, Battlestar Galactica é um dos melhores shows de TV de todos os tempos e este artigo é uma tentativa de mostrar meu ponto. Não direi que BSG é perfeito. Há erros de roteiro e alguns dos mistérios não foram completamente elucidados no final. Mesmo assim eu acho é uma série que vale a pena assistir. E agora que há a possibilidade de um filme, porque não dar uma chance a este seriado e fazer uma maratona?

Esse texto foi escrito pensando mais no leitor que nunca assistiu ou ainda está no começo da série. Haverá alguns spoilers aqui ou acolá, mas como eu sou gente boa, indicarei precisamente o momento em que começa e termina o spoiler, bem como a temporada correspondente.

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Poster da série

Vamos começar do começo. Battlestar Galactica é uma série de ficção exibida pela Syfy, entre 2004 e 2008. Ela é na verdade um remake de uma série dos anos 70. A série original tentou pegar carona no sucesso de Star Wars. Eu nunca assisti a original, apenas o remake, mas pelo que li, a produção mais recente é muito melhor. E bem, independente da série antiga, a nova é muito boa por si só e no final eu espero tê-lo convencido a assisti-la.

A série em si é precedida por uma minissérie com dois longos episódios, exibida em 2003. Continuar lendo

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[Resenha] A Menina Submersa

 

Obra: A Menina Submersa: Memórias

Autora: Caitlín R. Kiernan

Editora: DarkSide

Gênero: Terror psicológico\ Dark fantasy

Número de páginas: 317

Sinopse:

Acho que qualquer tentativa de escrever uma sinopse deste livro não será 100% eficaz. Sério mesmo.

 

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OK, é o seguinte: não sei o que escrever. Na verdade, não sei como começar esta resenha. É sério. Sinto que esta será a resenha mais dura que escreverei e se manterá neste posto por um bom tempo. Preciso de alguma inspiração para começar a falar sobre este livro. Então decido que ouvirei Imaginary, do Evanescence. Não a versão do Origen; é a versão do Fallen que eu quero. É mais impactante.

Sei que estou enrolando. Sei muito bem disso. Então vamos aos fatos:

A Menina Submersa não é um livro fácil. Não mesmo. Li o primeiro capítulo e tive que dar uma pausa. Este não é um livro para ler em uma sentada só. Ele é denso e trata de temas delicados de uma forma tão simbólica e metafórica que você tem que parar algumas vezes. Também há muitas referências e analogias. E, devido à forma como a autora escreve, o ritmo se torna lento. Até demais.

‘Vou escrever uma história de fantasmas agora’, ela datilografou. ‘Uma história de fantasmas com uma sereia e um lobo’, datilografou mais uma vez.
Eu também datilografei

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[Conto] Casa de recuperação psicológica Dra. Lee

Olá, pessoal! Hoje trago um pequeno conto para vocês. Escrevi esse texto para o amigo secreto do Clube de Autores de Fantasia no qual, além de livros, deveríamos presentear nosso amigo secreto com um conto com tema sugerido por este. Minha amiga secreta escolheu a palavra “hospício” e resolvi escrever algo mais metafórico. Eis o resultado. Espero que gostem, assim como ela gostou 🙂

 

 

Casa de recuperação psicológica Dra. Lee

 

Com passos lentos e fala mansa, o Psicólogo andava pelo salão e mostrava seus pacientes ao Padre.

Na mesa mais próxima havia um sujeito encolhido que encarava com olhar vazio seu prato de sopa, enquanto murmurava coisas desconexas:

– Demolidor, Jéssica Jones, Anchorman, Breaking Bad, Gray’s Anatomy, Lost, Pulp Fiction…

– O que este tem? – O Padre perguntou.

– Este é Josué. Sofre de Síndrome Netflix.

– Síndrome Netflix?

– Sim. Quando o paciente se vicia de forma obsessiva em séries de TV e filmes. Coitado, teve um colapso quando cortaram a TV à cabo.

O Padre virou-se e vislumbrou uma jovem fazendo pose, tirando uma selfie. Os enfermeiros vieram e lhe tomaram o aparelho.

– Não! Devolve!

A moça começou a espernear e gritar, incontrolável. Os enfermeiros tiveram que sedá-la e a levaram dali.

– E aquela moça? – Quis saber o Padre.

– Ah, aquela é Amélia. Sofre de Dependência Obsessiva de Mídias Sociais. Passava o dia inteiro no Facebook, Instagram, Twitter, WattsApp. A mãe teve que interná-la. Tsc tsc tsc.

– E aquele senhor?

O Padre apontou um homem velho, barba por fazer, falando sozinho, usando camisa de força.

– Ah, Nelson é um caso grave. Ele passava o dia inteiro discutindo política, economia e religião no Facebook e em blogs. Você sabe, Transtorno do Sabichão da Internet. Tivemos que tomar medidas drásticas!

Nelson ergueu-se e proferiu um inflamado discurso sobre a Situação Política da Nação. Enfermeiros vieram e tentaram sedá-lo, com muita dificuldade. O paciente mordia e chutava para todos os lados, uma fera incontrolável. No fim, alguém conseguiu acerta-lhe um dardo com sedativo com uma zarabatana e ele caiu. Levaram o homem dali.

Uma garotinha que trazia um coelho de pelúcia debaixo do braço aproximou-se com voz chorosa:

– Doutor! O Sr. Nelson me assustou de novo. Não gosto quando ele me assusta. Ele parece um monstro enorme sem braços! Apollo também tem medo. – Virou-se para o coelho. – Não é mesmo, Apollo? – Ela encostou o ouvi no coelho. – Hã? Ah! Sério, Apollo!? Doutor! Ele disse que Sauron está reunindo os stormtroopers novamente para atacar Winterfell. Precisamos fazer alguma coisa!

– Tudo bem, Alice – disse o Psicólogo, fazendo um cafuné. – Agora vá, está na hora da sua soneca.

A garota saiu correndo, mas parou e falou:

– Ouviu isso, Apollo? Vamos contra-atacar. Atenção, tripulação! Virar à bombordo! A todo vapor! – Ela girou nos calcanhares e continuou. – Agora mesmo, capitã!

O Psicólogo explicou para o Padre:

– Alice é um caso perdido. A garota sofre de Hiperimaginação e Fuga de Realidade, mas ela é o menor de meus problemas.

 

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Alice, by syriac (Deviantart)

A luz está vencendo

Quando me disseram que eu deveria assistir True Detective porque a série era pura poesia, achei isso puro exagero. Mas quem me recomendou é uma pessoa com bom senso, então supus que a série seria muito boa e que valeria a pena assistir.

Até agora vi somente a primeira temporada e para mim já valeu a experiência. E não havia exagero nas palavras de meu amigo. É pura poesia. Há muitos diálogos incríveis e profundos, mas o melhor, na minha opinião, é este. Quero deixá-lo registrado aqui. Quem sabe no futuro minha memória falhe e pelo menos terei esta postagem para me fazer recordar tão poéticas palavras.

(Aviso de possíveis spoilers à frente. É por sua conta e risco.)

Rust: Vou te dizer, Marty. Estive naquele quarto, olhando pela janela, pensando… Só existe uma história. A mais antiga.

Marty: Qual é?

Rust: Luz versus Escuridão.

Marty: Bem, não estamos no Alasca, mas parece-me que a escuridão tem muito mais território.

Rust: Sim. Você está certo.

Momentos depois, Rust retoma o assunto anterior:

Rust: Acho que você está entendendo errado, sobre o assunto do céu.

Marty: Ah, é?

Rust: Antigamente, só havia escuridão. Na minha opinião, a Luz está vencendo.

 

[Resenha] Estações de caça: Haakon I

Obra: Estações de caça: Haakon I

Autor: Lauro Kociuba

Editora: publicação independente (ebook disponível na Amazon)

Gênero: Fantasia medieval

Número de páginas: 94

Sinopse:

Quatro experiências. Quatro episódios. Quatro estações.
“Estações de Caça” conta a história Haakon, um menino de linhagem nórdica no antigo Reino Unido do século X, em quatro fases distintas de sua infância. Ambientada no universo Alvor, com toques e requintes das mitologias nórdica e celta, o autor traz nesta novela uma nova experiência narrativa, diversificada em seus quatro episódios distintos.

 

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Olá, pessoal! Hoje trago à vocês uma nova resenha, a primeira do ano. E começaremos com estilo.

Já deveria ter lido Estações de Caça há muito tempo. Estava há meses lá, perdido no meu Kindle, pedindo para ser lido. E, dado que gostei do primeiro livro do universo Alvor (veja resenha aqui), era natural querer ler o segundo. Finalmente encontrei tempo para isso. Continuar lendo