[TAG] Oscar Literário 2017: indicados

Ano passado rolou aqui no blog o Oscar Literário. É uma tag muito legal que vi primeiro no blog Sem Serifa, mas que muitos outros blogs já participaram. A ideia é homenagear os livros lidos ano passado e escolhermos as melhores leituras através de um concurso estilo Oscar.

As regras são:

– Fazer entre 3 e 5 indicações em cada categoria;

– Indicar apenas livros que você leu no ano passado;

– Criar um post para as indicações e, depois de algum tempo (de preferência, na semana do Oscar), um post para a premiação.

Vi pela blogosfera muita gente fazendo a tag, mas não necessariamente a criada pelo Sem Serifa. Até as categorias eram diferentes. Aqui também tomei a liberdade de alterar algumas categorias.

Mas enfim, sem mais delongas, eis os indicados:

Melhor livro estrangeiro

Androides sonham com ovelhas elétricas? (Philip K. Dick)

O oceano no fim do caminho (Neil Gaiman)

A mão esquerda da escuridão (Ursula K. Le Guin)

A menina submersa: Memórias (Caitlín R. Kiernan)

A viagem ao centro da terra (Julio Verne) Continuar lendo

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[Resenha] A Menina Submersa

 

Obra: A Menina Submersa: Memórias

Autora: Caitlín R. Kiernan

Editora: DarkSide

Gênero: Terror psicológico\ Dark fantasy

Número de páginas: 317

Sinopse:

Acho que qualquer tentativa de escrever uma sinopse deste livro não será 100% eficaz. Sério mesmo.

 

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OK, é o seguinte: não sei o que escrever. Na verdade, não sei como começar esta resenha. É sério. Sinto que esta será a resenha mais dura que escreverei e se manterá neste posto por um bom tempo. Preciso de alguma inspiração para começar a falar sobre este livro. Então decido que ouvirei Imaginary, do Evanescence. Não a versão do Origen; é a versão do Fallen que eu quero. É mais impactante.

Sei que estou enrolando. Sei muito bem disso. Então vamos aos fatos:

A Menina Submersa não é um livro fácil. Não mesmo. Li o primeiro capítulo e tive que dar uma pausa. Este não é um livro para ler em uma sentada só. Ele é denso e trata de temas delicados de uma forma tão simbólica e metafórica que você tem que parar algumas vezes. Também há muitas referências e analogias. E, devido à forma como a autora escreve, o ritmo se torna lento. Até demais.

‘Vou escrever uma história de fantasmas agora’, ela datilografou. ‘Uma história de fantasmas com uma sereia e um lobo’, datilografou mais uma vez.
Eu também datilografei

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[Resenha] A Chave do Monarca Azul

Obra: A chave do Monarca Azul

Autor: Bruno Moraes

Editora: publicação independente (por financiamento coletivo, via Catarse)

Gênero: horror cósmico\terror psicológico

Número de páginas: 195

Sinopse:

“65 em cada 100 crianças tem um amigo imaginário até os 7 anos de idade. 1 adulto em 7 bilhões descobre que o seu é real”

A história segue um autor de terror best seller , consagrado no cenário da ficção nacional como um dos maiores de sua geração. Às vésperas do lançamento do seu quarto romance, porém, ele recebe em casa uma correspondência que não havia encomendado. Era uma caixa. E o remetente se identificava como “Arlequim”, a entidade-pesadelo que o visitava em sua infância. E se ninguém mais sabe a respeito desta história, poderia o remetente estar falando a verdade?

Olá, pessoal! Aqui estamos com mais uma resenha para o blog. O livro de hoje é mais uma publicação de um autor independente e iniciante. O gênero é horror cósmico, mas eu diria que é mais que isso. Você entenderá quando ler o livro.

Para começar, quem é esse Monarca Azul? Além de ser uma referência ao Rei de Amarelo (pelo menos eu acho que é, um dia eu pergunto ao autor se isso procede), o Monarca Azul é uma entidade cósmica que atormentava a vida de um garotinho de sete anos. Sim, entidade cósmica, estilo Lovecraft mesmo. O cara é um figurão assustador, com uma boca que mais parece um buraco negro e uma roupa que lembra um bobo da corte. Mas de engraçado ele não tem nada. Daí o moleque batizou o ser de “Arlequim” e tentou se convencer de que era apenas um amigo imaginário, do tipo que não é divertido. Continuar lendo

[Conto] O Devorador de Mentes

Este texto faz parte de um projeto que talvez se torne um livro algum dia. Ou talvez fique apenas no conto mesmo. Ainda não sei. Mas o conto está aqui. É um terror psicológico, mas bem leve. Espero que gostem.

O DEVORADOR DE MENTES

Primeiro ato: A lembrança

Por Renan Santos

Silêncio. Estática. Ruído. Escuridão. Medo.

***

A porra daquele porão era terrivelmente frio e escuro. Lara não se incomodava muito com o escuro. Era a porra do frio que não suportava. Era glacial. Cortante. Horripilante. Infernal.
Ela tremia, em parte por causa do frio, mas não era exatamente apenas isso. O frio era parte da tortura, mas não a pior parte, ela sabia. Isso é o que lhe causava calafrios: ela sabia que a coisa estava apenas começando e que sempre pode piorar. O maldito sempre sabia como tornar a situação pior.
Muito pior.

É preciso deixar bem claro que não era do escuro que ela tinha medo. Não, não era isso. A escuridão apenas tornava a sensação mais palpável. Mais real. Mas a escuridão em si não era nada. Perdera o medo do escuro antes mesmo dos dez anos. Ao contrário da maioria das crianças, ela se convenceu de que não existem monstros no escuro, a não ser o Medo. Este é o único monstro que realmente existe, e ele é terrível. Isso é o que Lara costumava acreditar.
Quando compreendeu melhor o mundo, a garota percebeu que o Medo não é de fato o único mostro. Existem outros; alguns bem reais. Os Humanos são os piores, mas mesmo os estes temem e veneram o Medo, pois ele é o Pai de todos eles. O mais antigo monstro que a humanidade conhece.
O fato é que Lara estava com medo, não do escuro, como já frisei, mas de si mesma. Por que ela descobriu que existe um monstro mais terrível que o Medo.
Ele atende pelo nome de Loucura. Continuar lendo