[Resenha] Passagem para a escuridão

Olá pessoal. Após algum tempo de inatividade, volto a escrever no blog, desta vez trazendo resenha de obra nacional.

Obra: Passagem para a escuridão

Autor: Danilo Sarcinelli

Editora: independente (disponível na Amazon e no site do autor)

Gênero: fantasia sombria

Páginas: 298

Sinopse:

Guiados pela crença no deus-sol Ravi, que ajudou a humanidade a derrotar a Legião Negra do demônio Arkmal, a família Dante tornou a Tibéria um reino próspero e pacífico. Ou, pelo menos, é o que parece na superfície.

Quando o herdeiro ao trono César Dante é exilado após um ato impensável, a corte tiberiana divide-se em facções com planos próprios para o reino. E estão dispostos a tudo para garantir que consigam chegar ao poder.

Às vésperas do aniversário de dezoito anos do príncipe Lúcio Dante, um atentado põe em movimento um plano que mudará a Tibéria e os reinos vizinhos para sempre.

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Passagem para a escuridão é uma boa pedida para quem procura uma trama fantástica nacional. O livro não é perfeito, mas pode-se dizer que Danilo entrou com o pé direito no hall dos autores brasileiros, já preparando o terreno para o próximo volume. Continuar lendo

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[Resenha] Ardil-22

Olá, pessoal! Hoje trago nova resenha aqui no blog. Trata-se do clássico, porém pouco conhecido, romance de Joseph Heller, Ardil 22.

Obra: Ardil-22

Autor: Joseph Heller

Editora: BestBolso

Gênero: romance satírico

Páginas: 560

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O livro é ambientado na segunda guerra, e nele acompanhamos a saga do capitão Yossarian, um bombardeador da Força Aérea Americana. Este livro consagrou o autor, Joseph Heller, e a história é inspirada livremente em sua experiência pessoal durante a guerra. A trama se desenrola, na maior parte, na ilha de Pianosa, onde se localiza o acampamento do esquadrão de Yossarian. Continuar lendo

[Resenha] A mão esquerda da escuridão

Olá, pessoal. Hoje trago a primeira postagem do ano. Uma resenha de um livro que deveria ter finalizado a leitura em 2016, mas só o fiz agora no início de 2017. Bem, antes tarde do que nunca 🙂

Obra: A mão esquerda da escuridão

Autor: Ursula K. Le Guin

Editora: Aleph

Gênero: Ficção científica

Número de páginas: 292

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“O que é um amigo num mundo onde qualquer amigo pode ser um amante quando muda a fase da lua?”

Esta, para mim, foi a frase mais marcante deste que é um dos mais espetaculares livro que já li e sintetiza bem todo o conflito antropológico da trama. A mão esquerda da escuridão é, antes de tudo, uma reflexão sobre gênero e como a nossa sociedade é moldada a partir da dualidade masculino\feminino. Continuar lendo

[Resenha] O feiticeiro – volume 1: O estrangeiro

Olá, pessoal! Hoje trago mais uma resenha de um livro nacional. Conheci o trabalho da Má Matiazi através do Catarse e resolvi apoiar. Finalmente arranjei tempo para ler.

Obra:O feiticeiro – volume 1: O estrangeiro

Autor: Má Matiazi

Editora: Espectral edições

Gênero: Fantasia medieval

Número de páginas:480

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Pois bem, o livro conta a história de Andy Mideline. Em seu mundo comum, ele vive em uma pequena aldeia em um reino distante, afastado das grandes cidades e reinos. Nota-se, logo no início, que ele é especial, sendo sensível à magia. Ele é o sétimo filho de seus pais, e vive bem e feliz com eles e seus dez irmãos. Seu pai, porém, esconde um grande segredo, e pouco fala sobre suas origens nebulosas.

Então, como toda boa aventura, acontece o chamado à aventura. Andy descobre ser o herdeiro do trono do reino de Elderwood e vê-se forçado a deixar a família para morar em uma terra distante e desconhecida. Daí, eu imagino, o nome deste primeiro volume. Mesmo sendo o futuro soberano do reino, Andy sente-se um estrangeiro naquelas terras, longe da família e de seus costumes, tendo ainda que aturar uma relação conturbada com seu avô, o rei Lucius III. Há ainda outros aspectos que talvez expliquem o título ‘o estrangeiro’, mas não vou falar para evitar spoilers. Continuar lendo

[TAG] Livros e redes sociais

Olá, pessoal! Já faz bastante tempo que não apareço por aqui. Doutorados da vida, sabe como é, né? Para não deixar o blog morrer, resolvi trazer algo diferente hoje: a Tag “Livros e redes sociais”. Vi essa tag no blog DNA Literário e achei legal, então resolvi fazer também. Então, sem mais delongas, vamos lá.

 

Twitter: Um livro que você quer compartilhar com todo mundo

O último teorema de Fermat, de Simon Singh

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Já falei deste livro antes. Trata-se de uma exposição clara e didática daquele que foi um dos maiores enigmas da história da matemática. Porque eu quero compartilhar com o mundo? Eu penso que as pessoas em geral tem uma ideia muito errada sobre o que é realmente fazer matemática. Este livro é esclarecedor quanto a isto. E nem é preciso ser especialista para poder entendê-lo e aí reside seu grande trunfo. Leia-o e garanto que sua visão sobre a matemática irá mudar completamente.

Facebook: Um livro do qual você gostou muito e que foi recomendado por outra pessoa.

A Torre Negra, do Stephen King

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Um amigo me recomendo esta série de fantasia. Suas palavras foram: “é bem psicodélico, acho que você vai gostar”. Ele acertou em cheio. King criou todo um universo fantástico (em todos os sentidos da palavra) e uma história incrível. Não há como não querer acompanhar Roland Deschain, o último pistoleiro de um mundo que está morrendo, em sua jornada épica em busca da lendária Torre Negra, o sustentáculo de todos os universos. Personagens incríveis, tramas mirabolantes e um desfecho fabuloso. Eu também recomendo os livros. Continuar lendo

[Newsletter] #03 – Lost, easter eggs, Star Wars e um desafio

Ponto de Acumulação

(de ideias, fatos e pensamentos)

 

O que repousa na sombra da estátua? (ou porque resolvi me tornar escritor)

Todo viciado possui sua droga de entrada. Aquela que lhe introduziu no mundo dos vícios. Não importa qual seja o vício, é certo que houve o primeiro. No caso do meu vício em séries de TV, minha porta de entrada foi Lost. E foi por causa deste seriado que resolvi me tornar escritor.

Lost não é a melhor série que já foi produzida. Mas ela foi um grande marco. Pioneira. Merece algum crédito. Seu problema é que os roteiristas se perderam (sim, o trocadilho foi intencional; sim, foi um trocadilho ruim). Mas apesar dos pesares, eu gostei. Não direi que não gostei do final, mas ao contrário de muita gente com quem conversei, ele pareceu bem claro para mim.

O motivo para eu apreciar tanto esta série é certamente o mesmo de ela ter feito tanto sucesso. É o fato de a trama ser recheada de mistérios. Mistérios atiçam a curiosidade. Atiçaram a minha. Atiçaram a milhões de fãs mundo a fora. Queríamos saber o que vinha depois; queríamos entender que p&@* estava acontecendo naquela ilha. Simples assim. Os caras sabiam como prender nossa atenção. Os fãs eram tão obcecados com a trama que discutiam teorias em fóruns na internet. (Eu era mais o cara que lia as teorias, mas tudo bem.) Continuar lendo

[Resenha] Promessas antigas

Olá, pessoal!

Hoje trago mais uma resenha para vocês, de um autor que já é quase frequentador de carteirinha aqui no blog: Lauro Kociuba. Já resenhei dois de seus livros, que se passam no universo de Alvores (confiram aqui e aqui). Outra autora nacional que já teve sua obra resenhada foi a Janayna Bianchi, com seu Lobo de Rua, novela do universo da Galeria Creta.

Mas ei, porque estou falando da obra da Jana mesmo, se a resenha é do conto do Lauro? Simples: porque este conto é na verdade um crossover dos dois universos! Isso mesmo, Alvores e Galeria Creta juntos em um mesmo conto. Por n razões (a principal é inconsistência) tenho receio de crossovers, mas este é maravilhoso. Sem mais delongas, vamos à resenha.

Obra:Promessas antigas: um conto Alvor na Galeria Creta

Autor: Lauro Kociuba

Editora: publicação independente (ebook disponível na Amazon)

Gênero: Fantasia urbana

Número de páginas: 46

Sinopse:

Quando um autor meio maluco resolve invadir, sem nenhuma delicadeza, o universo literário alheio, o que pode acontecer? O que, o que, o que?

Alvores na Galeria Creta, um conto que ficou meio grandinho, grandinho mesmo, mas absolutamente agradável de fazer (e ler quem sabe, não é? É sim). Vocês vão acabar me conhecendo (me chamo Elvis, aqui ao menos, é sim). Vão acompanhar minha jornada absolutamente fantástica e grandiosa, com doses de heroísmo e honradez imensas! Imensas, imensas, imensas. Tive que viajar à São Paulo, voltando à Galeria Creta depois de trinta anos para cumprir uma promessa. Porque eu sempre cumpro, sempre, sempre, sempre.
Regado à referências musicais dos anos 80, uma dose de humor ácido, um sabor agridoce no fundo da língua e alguns outros desejos, esse é o conto Promessas Antigas.

E não, não é necessário ter lido nada de nenhum dos dois universos ou dos dois autores, não mesmo. Mas, é uma oportunidade imensa para começar a conhecer, não é? Com certeza.

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